Zona Verde não deslumbra Paulo Alexandre e prefeito fala em estabilizar na fase atual

Chefe do Executivo de Santos quer que a Baixada Santista estabilize seus índices para tentar manutenção na Zona Amarela sem regredir

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28 AGO 2020Por LG Rodrigues15h45
Paulo Alexandre quer que indicadores estipulados pelo Governo do Estado se mantenham em queda para posteriormente poder pensar em entrar na Zona VerdeFoto: NAIR BUENO/DIÁRIO DO LITORAL

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa afirma que não está obcecado em colocar a Região na Zona Verde e afirma que o mais importante, no momento, é manter as nove cidades caiçaras na Zona Amarela ao mesmo tempo em que evita uma eventual regressão para momentos em que os municípios foram alvo de medidas de isolamento social mais rígidas por parte das autoridades do Governo do Estado.

Segundo Paulo Alexandre, as autoridades sanitárias de Santos ainda estão focadas em manter medidas que ajam de maneira protetiva com os moradores e para evitar uma nova lotação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Tomamos medidas aqui em Santos sempre colocando a vida das pessoas em primeiro lugar e estamos observando uma diminuição do número de casos. Lógico que não estamos na situação ideal, a situação ideal seria que não tivéssemos nenhuma morte, nenhum caso, mas estamos regredindo muito. Nossa taxa de ocupação das UTIs já esteve perto de 80% no ápice da ocupação e hoje na rede pública, no SUS, está em 20%, ou seja de cada 10 leitos dedicados a combater o coronavírus, oito estão desocupados e isso quer dizer que podemos fazer algumas concessões com responsabilidade e critérios porque a pandemia não acabou”, afirma.

Paulo Alexandre explica que a população deve compreender que a pandemia trouxe novas práticas que até então eram inéditas, mas que não devem deixar a rotina dos brasileiros tão cedo, se é que deixarão, como a utilização de máscaras.

“Muito mais importante do que avançar é que a agente não retroceda. É muito ruim um comércio abrir e depois explicar para o cliente que vai ter que fechar. Estamos galgando cada etapa com responsabilidade, nossa expectativa para hoje e pros próximos dias não é passar para a fase verde e sim nos consolidar na fase amarela, que é a fase na qual nos encontramos e aos poucos avançar não só para que atinjamos a fase verde, mas também a fase azul, mas isso também tem que ser feito com cautela”, conclui.

As colocações do prefeito de Santos acontecem no mesmo dia que o Coordenador Executivo do Centro de Contingência da Covid-19 anuncia medidas de aperfeiçoamento para que regiões como a Baixada Santista façam o avanço para a Zona Verde e eventualmente a Zona Azul.

“O Plano SP foi concebido com três indicadores para monitoramento da transmissibilidade, evolução da doença. São os indicadores de novos casos, internação hospitalar e óbitos. Esses indicadores foram concebidos para serem analisados de forma comparativa, sempre analisando o resultado da semana ou da semana anterior”, afirma João Gabbardo.

“Quando se aproxima do momento de algumas regiões terem condições de passarem para a Zona Verde, o Centro de Contingência, para dar mais segurança ao plano, implementou dois novos indicadores. Esses indicadores não são de comparação com outras semanas, são fixos e que determinam que para passar para a fase verde a região precisa ter no máximo 40 internações por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e no máximo 5 óbitos por 100 mil habitantes, também nos últimos 14 dias. Isso se justifica na necessidade de que, para passar para a Fase Verde, a região tem que estar efetivamente com o controle da epidemia e o controle da epidemia se estabelece com esses números, que são bastante seguros”, finaliza.