Zona Noroeste tem alta de roubo de celular no 1º semestre

Foram 326 casos nos seis primeiros meses de 2018 ante 290 no mesmo período de 2017, o que representa alta de 12,41%.

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26 AGO 2018Por Gilmar Alves Jr.11h01
Dados sobre o delito foram obtidos pelo Diário do Litoral no Portal da Transparência da Secretaria da Segurança Pública (SSP)Dados sobre o delito foram obtidos pelo Diário do Litoral no Portal da Transparência da Secretaria da Segurança Pública (SSP)Foto: Rodrigo Montaldi/DL

O crime de roubo de celular registrou alta de 12,41% na Zona Noroeste no primeiro semestre de 2018 em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 326 casos ante 290, conforme levantamento feito pelo Diário do Litoral no Portal da Transparência da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

Em junho deste ano, de acordo com as estatísticas, foram 58 casos na área do 5º Distrito Policial, que abrange toda a Zona Noroeste. Do total de ocorrências notificadas, nove foram na Avenida Nossa Senhora de Fátima, a principal via daquela região, o que representa um percentual de 15,51% das ocorrências.

Um estudante morador da Zona Noroeste entrevistado pela Reportagem afirma que diante da insegurança ele não usa mais fones de ouvido no caminho de volta para casa, à noite, para ficar atento sobre a possível aproximação de bandidos.

“Em março, na volta para casa, dois homens de bicicleta vieram em minha direção e da minha esposa com o intuito de assaltar. Demos a volta no canal (Avenida Hugo Maia), corremos e atravessamos uma ponte até um trailer de lanches para escapar do crime”, afirmou o estudante.

Na área do 7º DP, que abrange os bairros José Menino, Pompéia, Gonzaga e Boqueirão, a via que teve maior número de assaltos foi a Avenida Presidente Wilson, com 11 dos 44 casos, o que representa 25%.

Já na circunscrição do 1º DP, que abrange Centro de Santos, Valongo, Morro do Monte Serrat, Morro do Pacheco, grande parte do Morro São Bento e a Área Continental, as ocorrências do gênero em junho tiveram maior incidência na Rua João Pessoa, com 5 dos 21 casos, representando 23,80%.

As áreas do 2º, 3º e 4º DP, em junho, tiveram uma incidência mais pulverizada. A 2º DP, que abrange bairros como Jabaquara, Vila Belmiro, Marapé, Campo Grande e parte do José Menino e da Vila Mathias, teve 28 roubos de celular no mês.

A área do 3º, com circunscrição que compreende Embaré, Aparecida, Ponta da Praia, Estuário e Macuco, teve 25 ocorrências do gênero. Já a área do 4º, que compreende Paquetá, Vila Nova, parte da Vila Mathias e do Centro, teve 23 roubos de celular.

 

Números gerais em queda

No geral, no primeiro semestre, a incidência de roubo de celular caiu 17,09% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado na cidade. Foram 1.164 casos ante 1.404.

Na área do 1º DP, os casos caíram de 178 para 125 (-29,78%); na do 2º DP, de 243 para 215 (-11,52%); na do 3º DP, de 231 para 155 (-32,9%); na do 4º, de 150 para 105 (-30%) e na do 7º de 304 para 238 (-21,71%).

SSP

Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública ressaltou a queda geral do delito na cidade no primeiro semestre e também a diminuição de 20% no índice estadual em junho. Sobre o aumento de casos na Zona Noroeste, a pasta não comentou. 

“A Polícia Militar desenvolve operações, principalmente em áreas com maior fluxo de pessoas e onde há maior incidência de crimes. Tais ações contam com o apoio da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam)”, informou a secretaria. 

A pasta mencionou que desde 2015 sistematizou o registro de IMEI nos BOs, tornando possível o bloqueio automático dos celulares junto às operadoras. “De outubro de 2017 até junho deste ano, foram bloqueados 74.359 celulares em todo o Estado.”