Veto a isenção de 25% de desconto no IPTU a imóveis em rua de feira é mantido

Câmara de Santos acompanhou decisão do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Marcelo Del Bosco contesta

A Câmara de Santos manteve o veto do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) ao projeto de lei que dispunha sobre a concessão de isenção de 25% no IPTU a imóveis localizados nas vias públicas onde se realizam feiras livres.

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A proposta de veto foi aprovada por 14 votos a 3. Foram contrários o autor do projeto Marcelo Del Bosco (PPS), Douglas Gonçalves (DEM) e Evaldo Stanislau (Rede). Antonio Carlos Banha Joaquim (PMDB), Igor Martins de Melo (PSB) e Kenny Mendes (PSDB) estavam ­ausentes.

Um dos motivos do veto citado pelo prefeito foi que o projeto de lei tratava de isenção fiscal a ser concedida em ano de eleições, o que incorre na vedação prevista na Lei Federal 9.504/1997, que proíbe a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública no ano em que se realizam as eleições.

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A medida visa coibir condutas que presumidamente possam comprometer a igualdade entre os candidatos durante todo o período eleitoral.

O chefe do Executivo também citou a Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo Barbosa, o projeto não atende a nenhuma das exigências da Lei de Responsabilidade, em especial às medidas compensatórias de renúncia de receita que a propositura geraria e que poderia haver grave risco de comprometimento das finanças públicas do município.

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O vereador Marcelo Del Bosco se posicionou contra o veto do prefeito Paulo Alexandre Barbosa.

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Segundo o parlamentar, o projeto atende ao coletivo. “Trata-se de um benefício que não atenderá de forma personalizada um ou outro cidadão. A partir do momento que a feira sai daquele local, perde-se o objetivo dessa isenção. É um benefício coletivo”.

Del Bosco lembrou que o projeto já havia sido proposto em outra legislatura, mas que o então prefeito João Paulo Tavares Papa vetou a isenção, que seria de 50%, por não concordar com a propositura. 
Entretanto, ele citou que o projeto foi novamente apresentado em março de 2015, mas que houve uma manobra da Secretaria Municipal de Finanças para que ele não seguisse em frente.

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“Houve um atraso na apresentação da estimativa do impacto financeiro. Tudo não passou de uma estratégia para impedir a aprovação desse projeto”.

Para Del Bosco, fica o “incômodo daqueles que tem a feira na porta de casa e que não se tem o denominado desconto para compensar essa desvalorização”.

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O parlamentar ainda foi taxativo em dizer que o prefeito Paulo Alexandre Barbosa não quer a isenção, pois “se quisesse, até mesmo o projeto, que é de 2015, poderia ter sido votado, poderia ter sido trabalhado”.

Outro lado

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Pertecente à base governista, Cacá Teixeira (PSDB) disse que os vereadores precisam ter responsabilidade, em um ano eleitoral, de poder dar este tipo de ­concessão.

Teixeira também falou sobre a ausência do estudo de impacto financeiro no projeto.

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“Nós podemos sim, desde que nós apresentemos o impacto financeiro. Isso não está no projeto por conta até da dificuldade até do legislador em ter esses dados para embasar o seu pleito. O artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal é claro nesse sentido”.

O tucano também disse que a decisão não impede que o projeto seja novamente discutido e votado na próxima legislatura, por outros vereadores, mas destacou que, no momento atual, não seria possível derrubar o veto do prefeito.

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“No momento, como apresentado e infringindo o artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal é que nós, de forma responsável, votamos com o posicionamento que o veto seja mantido”.