Versão feminista do Museu da Empatia, de Londres, está no Senac Santos

Mostra interativa gratuita, idealizada por alunos da instituição, leva o debate sobre a violência contra a mulher

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12 SET 2018Por Da Reportagem13h47
A mostra reunirá áudios, peças de roupas e outros objetos pessoaisA mostra reunirá áudios, peças de roupas e outros objetos pessoais

Até o dia 17 de setembro, quem visitar o Senac Santos poderá conferir a exposição Museu da Empatia Feminista. A mostra reunirá áudios, peças de roupas e outros objetos pessoais, como bolsas e batons, acompanhados por frases mencionadas durante episódios de assédio sexual. Os itens foram colhidos em um grupo de 30 mulheres, vítimas do crime e agredidas, muitas vezes, por próprios membros da família, dos amigos, e, inclusive, companheiros.

Idealizada por um grupo de estudantes das aulas de Aprendizagem do Senac Lapa Faustolo, em São Paulo, a versão feminista é inspirada no projeto Museu da Empatia, inaugurado em Londres, em 2015, com a mesma proposta: estimular as pessoas a se colocarem no lugar do outro. O aumento do número de casos de violência contra a mulher e as crescentes taxas de feminicídio, assédio e outros preconceitos sofridos diariamente por mulheres foram decisivos para a concepção da exposição que agora está na unidade Santos.

Aline Melo Brentegani, coordenadora da Aprendizagem e do Atendimento Corporativo do Senac Santos, comenta que a ideia é conscientizar a população sobre o aumento das agressões contra a mulher: “Nosso objetivo é impactar as pessoas, trazer o debate para dentro da sala de aula e mostrar que nada justifica a violência, inclusive roupas e acessórios que as mulheres usam. A agressão não é aceita jamais.”

Serviço:

Mostra Museu da Empatia Feminista

Data: até 17 de setembro de 2018

Horário: de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 21 horas; sábados, das 8 às 14 horas Participação gratuita 
Local: Senac Santos
Endereço: Avenida Conselheiro Nébias, 309 - Vila Mathias – Santos/SP Informações: www.sp.senac.br/santos 
* Quem tiver interesse em ouvir relatos das vítimas disponíveis na mostra, levar fones de ouvidos