Um grupo de 14 vereadores lançou oficialmente, ontem, a candidatura para a Mesa Diretora da Câmara de Santos para o biênio 2017/2018.
O evento ocorreu durante uma reunião aberta à imprensa, realizada no terceiro andar da Casa legislativa. A chapa é encabeçada por Adilson Júnior (PTB) escolhido em consenso para ser o candidato a presidente da Câmara.
A Mesa Diretora seria composta também por Benedito Furtado (PSB), como primeiro vice-presidente, Sérgio Santana (PR), segundo vice-presidente, Kenny Mendes (PSDB), primeiro secretário e Roberto Texeira (PSDB), segundo secretário.
Além desses parlamentares, também compõem a chapa: Antonio Carlos Banha Joaquim (PMDB), Cacá Teixeira (PSDB), Fabrício Cardoso (PSB), Chico (PT), Hugo Duppre (PSD), Manoel Constantino (PSDB), Sadao Nakai (PSDB), Telma de Souza (PT) e Zequinha Teixeira (PSD).
Segundo Adilson Júnior, as conversas diveram início logo após as eleições, mas encarou como um movimento natural dentro do parlamento. “Era natural e legítimo que aqueles que foram reconduzidos começassem essas conversas. Uma questão natural, da vida, porque acima de tudo aqui se constitui amizades, além da questão da questão política. Os que voltaram, foram reeleitos, pós dia 2 de outubro se encontraram aqui e era natural que houvesse essa conversa por conta da formação da Mesa Diretora”, disse o vereador, que revelou que, inicialmente, haviam cinco candidatos à presidente do Legislativo.
Júnior também reforçou o compromisso de manter uma harmonia com os poderes Executivo e Judiciário, mas respeitando a independência do poder Legislativo.
“É importante que a gente sempre reafirme e dê a transparência de como deve ser conduzido esse processo”, comentou o trabalhista.
Benedito Furtado destacou que há uma unamidade quanto a questão da independência do Legislativo.
“Cada vereador é um universo, não somos iguais. A unanimidade, já dizia Nelson Rodrigues…E a gente não é unanimidade em tudo, mas somos no que se refere a manter a independência do Legislativo. Todos estamos unidos por esse princípio, mas não significa falta de harmonia. O que não queremos é interferência do Executivo ou do Judiciário aqui dentro.
Nós não interferimos nesses poderes. Nós temos o papel de fiscalizar, produzir leis, representar a sociedade”, analisou o vereador.
Em relação as comissões permanentes da Casa – são 15 ao total, o grupo se comprometeu que as comissões sejam espaços democráticos com representantes de todos os partidos eleitos.
Segundo Furtado, existem comissões que já tem cargos encaminhados, mas que o tema ainda não está fechado. Se eleita, a chapa irá buscar direcionar os vereadores para as comissões de acordo com a experiência de cada parlamentar em cada setor.
População
Com a baixa assiduidade de munícipes nas sessões ordinárias e o alto índice de abstenções nas eleições, o grupo quer criar mecanismos e rotinas que aproximem a Câmara da população. Para Adilson Júnior, esse será um dos maiores desafios caso sejam eleitos.
“É o momento político que o Brasil vive. Não foi só aqui que teve abstenções. Foi um resultado geral das eleições. Aí é que remete a nós essa responsabilidade. De alguma forma criar mecanismos ou aprimorar os mecanismos, que por ventura a gente já tenha, para levar nossa mensagem à sociedade, mas de alguma forma trazer a sociedade cada vez mais para o âmbito legislativo. Aqui, de fato, é a casa do povo, onde passam as principais discussões”, disse.
A chapa também defende mudanças na Tribuna Cidadã. Para o candidato à presidente da Câmara, é necessário desburocratizar a forma como é feita a Tribuna Cidadã.
“Existem intenções de ampliarmos essa participação e, de alguma forma, tentar desburocratizar um pouco essas participações, que hoje só dá, por exemplo, por CNPJ. Como isso se daria precisa ser discutido”.
Portas abertas
A chapa também deixou portas abertas para os sete vereadores eleitos que ainda não se aliaram ao grupo. A ideia é buscar um consenso e unificar o Legislativo.
