A morte do cabo Nelson dos Santos Júnior, de 49 anos, integrante do 6º Grupamento do Corpo de Bombeiros será tema de um requerimento que será apresentado hoje pelo vereador Antonio Carlos Banha Joaquim (PMDB), na Câmara de Santos.
Junior trabalhou no combate ao incêndio nos terminal da Ultracargo, no bairro da Alemoa, em Santos, em abril do ano passado.
Ele permaneceu por 15 dias internado no Hospital da Polícia Militar (HPM), em São Paulo, até falecer, no domingo. O atestado de óbito apontou como causas da morte infecção generalizada, inflamação no pulmão e perda involuntária de peso.
O corpo de Nelson dos Santos Júnior foi enterrado na última segunda-feira, no Cemitério da Consolação, em Vicente de Carvalho, Guarujá.
Banha quer que o Ministério Público de São Paulo investigue se há ligação entre o falecimento do cabo e o combate ao fogo na Ultracargo.
“Vou pedir para o Ministério Público Estadual que apure o nexo causal, a autópsia. Garanta que foi só uma fatalidade. Não quero causar sensacionalismo, mas precisa ser averiguado. É o mínimo que se pode fazer, pois era um membro de uma corporação que colocou a vida em risco”, disse o parlamentar.
O parlamentar comentou que conversou com membros da corporação e da Defesa Civil que também estiveram presentes no combate ao fogo na Alemoa. Segundo o peemedebista, eles não querem se identificar por medo de perseguição.
“Estou pegando informações. Parece que tem tudo a ver com o incêndio. Há indícios de outros bombeiros que passaram pela mesma situação, mas conseguiram se recuperar. Tem todos os elementos”, falou Banha.
Por fim, o vereador também levantou dúvida sobre quais substâncias possam ter sido inaladas pelos profissionais durante o incêndio. “É preciso saber qual foi a combinação de todos aqueles componentes, junto com explosões e tudo mais. Quem mediu aquilo? A Cetesb não tem medidor de poluente. Quando teve o incêndio na Localfrio quem teve que ajudar foi o Exército. Se o órgão fiscalizador não sabe o que é aquilo…”, comentou o parlamentar, recordando o incêndio em um terminal da Localfrio, em Guarujá. Na ocasião, a Cetesb reconheceu que durante o incêndio foram emitidos outros poluentes não monitorados pelas suas estações.

