Santos
O Edifício Cesário Bastos foi entregue em janeiro à Secretaria de Educação, que passará a conduzir os processos de zeladoria da unidade
O Edifício Cesário Bastos voltará a pertencer à Seduc-Santos, após episódio de queda de árvore / Jonatas Oliveira/DL
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A Universidade de São Paulo (USP) devolveu, em meados de janeiro de 2026, o Edifício Cesário Bastos, localizado na Vila Mathias, em Santos, à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc). O prédio abrigava atividades do campus santista da universidade.
Procurada pelo Diário do Litoral para esclarecer a situação do imóvel e os próximos passos após a devolução, a Seduc-SP informou, por meio da Unidade Regional de Ensino (URE) Santos, que o processo "ainda está em andamento". A Seduc da cidade e a própria USP também confirmam a tramitação.
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O imóvel integra o conjunto da antiga Escola Estadual Cesário Bastos e, com o encerramento das atividades acadêmicas da USP no local, deverá ter sua destinação redefinida pelo poder público. A expectativa é de que o prédio seja oficialmente reincorporado ao patrimônio educacional do Estado, com possível uso futuro na rede pública de ensino.
Apesar da devolução da unidade estudantil, a equipe de reportagem do DL notou que o Edifício se encontra em abandono parcial, com mato alto ao redor do local. Para se ter uma ideia, em janeiro deste ano, uma árvore que ocupava o jardim da antiga USP caiu durante forte tempestade, e interditou o trânsito da rua Rangel Pestana.
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Questionada pela zeladoria, a Seduc-SP esclareceu que as próximas manutenções "ficarão sob responsabilidade da URE" após conclusão do processo devolutivo. Veja as imagens.
A devolução do edifício ocorre após um contexto mais amplo de reorganização das atividades da USP na Baixada Santista. Em meados de agosto, funcionários do campus de Santos ingressaram com uma ação trabalhista questionando a transferência determinada pela universidade para a capital paulista. O processo tramitava na 4ª Vara da Justiça do Trabalho da cidade.
À época, a Justiça negou o pedido de tutela antecipada apresentado pelos trabalhadores, mas a ação seguiu em andamento. A USP, por sua vez, sustentou que as atividades acadêmicas foram encerradas na cidade e que a transferência atendia à necessidade do serviço público, argumento que foi considerado, em análise preliminar, pelo magistrado responsável pelo caso.
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