Uma lojinha parada no tempo guarda o sabor do biscoito Praiano em Santos

O ambiente, quase imune ao tempo, funciona como uma verdadeira cápsula de memórias

Na lojinha simples, com balcão de madeira e a tradicional placa exibindo o número de telefone, o aroma dos pacotes recém-preparados anuncia um sabor que marcou gerações: o do biscoito Praiano.

Na lojinha simples, com balcão de madeira e a tradicional placa exibindo o número de telefone, o aroma dos pacotes recém-preparados anuncia um sabor que marcou gerações: o do biscoito Praiano. | Reprodução

Para muitos santistas, basta atravessar a porta estreita da Rua Espírito Santo, no Campo Grande, para que memórias de sol, areia e bola retornem como se nunca tivessem ido embora.

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Na lojinha simples, com balcão de madeira e a tradicional placa exibindo o número de telefone, o aroma dos pacotes recém-preparados anuncia um sabor que marcou gerações: o do biscoito Praiano.

Uma cápsula do tempo no Campo Grande

O ambiente, quase imune ao tempo, funciona como uma verdadeira cápsula de memórias. Quem viveu as praias de Santos nos anos 1980 dificilmente esquece os ambulantes, as tardes longas no calçadão e a garotada correndo para garantir o petisco antes de voltar para o jogo na areia.

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Mas a história do Praiano é ainda mais antiga: começou em 1959, quando o imigrante português Joaquim Magalhães Medeiros, ao lado de seu sócio, transformou uma receita criada na padaria da família no biscoito que se tornaria um símbolo afetivo da cidade.

O segredo de um clássico

O sucesso foi tão grande que a produção deixou de ser apenas uma extensão da padaria e se transformou em uma pequena fábrica, acompanhada da loja que permanece ali até hoje.

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Desde então, o modo de preparo continua o mesmo: polvilho azedo, gordura e água formam a base do biscoito, que segue sendo elaborado de forma totalmente manual, do preparo da massa ao empacotamento, sem atalhos e sem qualquer processo industrial.

Tradição preservada pela família

Atualmente, quem cuida do legado é Haroldo Carlos Teixeira de Medeiros, neto de Joaquim. Ele é o responsável por manter viva a tradição familiar e garantir que o sabor que conquistou moradores e turistas permaneça exatamente como sempre foi.

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E, ao lado do clássico Praiano, outro item também atravessa gerações: a queijadinha, um doce simples e tradicional, que reforça a aura nostálgica do estabelecimento.

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Um sabor que atravessa gerações

Mais do que um produto, o Praiano se tornou parte da memória coletiva da cidade, um sabor que atravessa décadas e segue presente na rotina de quem passa pela loja ou caminha pelas praias de Santos.

Um registro vivo de como pequenos sabores carregam grandes lembranças.

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A loja fica na Rua Espírito Santo, 120, no Campo Grande, e funciona de segunda a sábado, das 11h às 18h45.