Santos

Trabalhadores terceirizados de escolas em Santos denunciam atraso de salários e falta de benefícios

Funcionários da Ipiranga Segurança relatam coação e falta de vale-transporte; Seduc confirma que a empresa descumpriu o contrato

Giovanna Camiotto

Publicado em 30/01/2026 às 07:40

Atualizado em 30/01/2026 às 17:18

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A Seduc de Santos afirmou que está ciente da denúncia de atrasos salariais / Divulgação/PMS

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Trabalhadores terceirizados que prestam serviços de segurança em cerca de 40 escolas municipais de Santos procuraram à reportagem do Diário do Litoral para prestar queixas sobre uma situação de extrema vulnerabilidade e descaso. Segundo os relatos, os funcionários estão há cinco meses sem receber vale-refeição, cesta básica e vale-transporte.

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Além disso, os profissionais relatam que o salário referente ao mês de dezembro de 2025 ainda não foi depositado, embora o quinto dia útil tenha passado há quase três semanas. "A empresa nos obriga a ir trabalhar a pé e estamos sendo coagidos a cumprir escala mesmo sem pagamento", afirmou um dos denunciantes.

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A crise atinge unidades escolares desde o Centro até a Zona Noroeste. Ainda segundo os trabalhadores, a empresa Ipiranga Segurança Patrimonial Ltda. mantém o contrato com a Prefeitura desde 2021, apesar de recorrentes falhas operacionais. A denúncia já foi levada ao Ministério Público e ao sindicato da categoria, mas os funcionários alegam que o contrato não é rescindido e que as contas básicas, como aluguel e alimentação, seguem atrasadas sem uma solução definitiva por parte da Secretaria de Educação de Santos (Seduc).

Resposta da Seduc

Procurada pelo Diário, a Seduc afirmou que está ciente da denúncia de atrasos salariais e disse que a empresa já foi oficialmente notificada por descumprimento de cláusulas contratuais. A pasta esclareceu que, por determinação da Procuradoria Geral do Município, os repasses financeiros à empresa estão retidos. O pagamento só poderá ser liberado quando a Ipiranga comprovar a quitação das obrigações trabalhistas e previdenciárias de seus colaboradores.

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Até o momento, a empresa apresentou apenas parte da documentação exigida pela Seduc. Enquanto o impasse burocrático entre a prefeitura e a contratada continua, os seguranças permanecem sem previsão de recebimento. "Como ficamos com o aluguel atrasado e passando necessidade?", questionam os trabalhadores, que pedem uma intervenção direta para garantir o pagamento imediato dos atrasados e a regularização dos benefícios essenciais.

A reportagem do DL também entrou em contato com a empresa Ipiranga Segurança Patrimonial Ltda, porém ainda não obteve retorno. O espaço ficará aberto para eventuais notas de esclarecimentos.

Leia a nota da Seduc na íntegra

"A Secretaria de Educação de Santos (Seduc) informa que a empresa Ipiranga Segurança Patrimonial Ltda. foi notificada quanto ao descumprimento de cláusulas contratuais. Atendendo à Procuradoria Geral do Município, o pagamento só pode ser efetuado quando a contratada comprovar que realizou a quitação das obrigações trabalhistas e previdenciárias vencidas.

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Até o momento, a empresa apresentou apenas uma parte da documentação. Portanto, para o prosseguimento dos pagamentos, é necessário que a empresa envie todos os documentos necessários."

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