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Santos

Seduc pode punir professoras por foto que mostra aglomeração em escola de Santos

Caso aconteceu na Unidade Municipal de Ensino (UME) Colégio Santista, na Rua Sete de Setembro, 34, na Vila Nova

Foto que gerou o inquérito administrativo aberto pela Seduc / Divulgação

Quinze educadoras santistas poderão ser penalizadas e terem seus históricos funcionais manchados por, involuntariamente, terem permitido publicação nas redes sociais de uma foto de crianças aglomeradas no pátio da Unidade Municipal de Ensino (UME) Colégio Santista, na Rua Sete de Setembro, 34, na Vila Nova, durante o processo de retomada das aulas presenciais em Santos, contrariando propaganda da Secretaria de Educação de Santos (Seduc) que, nas escolas municipais, estava-se respeitando o distanciamento social.

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Um inquérito administrativo, aberto e publicado na última segunda-feira (4), pela Prefeitura de Santos, com o nome das educadoras e demonstrando o trâmite do inquérito administrativo, assinado pelo ouvidor Rivaldo Santos, terá 90 dias para chegar a uma conclusão dentro de um processo administrativo disciplinar.

A abertura, segundo alguns servidores que entraram em contato com a Reportagem, seria injusta, porque a fotografia não teria sido exposta para desafiar a Seduc, mas para conscientizar os técnicos educacionais a melhorar o sistema de segurança nas unidades de ensino.

Segundo a publicação, as professoras teriam desobedecido Estatuto dos Funcionários Públicos de Santos. No entanto, a diretora do SindServ-Santos, Teresa Cristina Borges, explica o ocorrido: uma simples discussão de trabalho que tomou proporções desastrosas. Segundo informa, em agosto, após retorno das aulas, uma professora tirou a foto no pátio da escola e colocou para discussão no grupo técnico como estímulo à reflexão. No entanto, a imagem viralizou nas redes sociais do professorado santista, gerando pedido de abertura de inquérito.

"Tudo poderia ter sido resolvido de outra forma. Mesmo com planejamento, as vezes, deslizes ocorrem. A questão é que não se preocuparam com o número de crianças, com os perigos e nem com a adoção de procedimentos para evitar o que se viu nas imagens, mas sim, em punir os responsáveis por uma suposta divulgação imprópria. É a famosa lei da mordaça", afirma.

CAMPANHA.

Vale lembrar que, meses atrás, o SindServ iniciou uma campanha contra o retorno das aulas, contrariando a Seduc que, por inúmeras vezes, quando questionada pela imprensa sobre os perigos da opção do sistema híbrido - presencial e online - defendeu a retomada porque teria organizado as atividades de acordo com os protocolos sanitários necessários.

Paralelamente, professores e todos os demais servidores da Seduc realizaram uma assembleia virtual para discutir e organizar as ações necessárias diante do retorno às aulas presenciais.

Na ocasião, o Sindserv alertou que três trabalhadores haviam morrido na primeira tentativa de volta às aulas presenciais - o cozinheiro Wagner Rodrigues (UME General Clóvis Bandeira Brasil); o professor Edson Martins Gomes (UME Ricardo Sampaio) e a professora Andrea Alves (UME Claudia Helena dos Santos Oliveira Corrêa). Também houve casos registrados nas escolas particulares.

PREFEITURA.

A Seduc conta outra versão. Garante que inquérito é para apurar o fato de não ter havido distanciamento de um metro quadrado entre os estudantes, preconizado pelo decreto do governo estadual, na entrada dos alunos no retorno às aulas, após recesso, no início de agosto.

"A orientação é de que há necessidade de procedimentos, em cada unidade de educação, que possibilitem o acolhimento do grupo discente e docente de forma segura, respeitando os protocolos sanitários, o que não ocorreu neste dia em especial e agora é preciso apurar responsabilidades".

A Seduc garante que adotou ações para que todos os servidores das UMEs fossem orientados sobre os protocolos sanitários. "Foram realizadas reuniões, formações, disponibilização de material de prevenção nos ambientes. O descumprimento do estabelecido pelas secretarias de Saúde e Educação deve ser apurado, conforme prevê o estatuto", finaliza nota.

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