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Santos inicia restauro milionário de armazém que abrigará o futuro Museu Ferroviário

Espaço no Valongo passa por obras para abrigar um dos maiores acervos ferroviários do país e reforçar a revitalização do Centro Histórico

Luna Almeida

Publicado em 19/03/2026 às 21:01

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Os trabalhos começaram com a limpeza da vegetação, acompanhada pela Secretaria de Meio Ambiente / Divulgação/PMS

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O Armazém de Bagagens e o Antigo Pátio Ferroviário de Santos, localizado no Largo Marquês de Monte Alegre, no cais do Valongo, já estão passando por obras de reforma e restauro para abrigar o futuro Museu Ferroviário de Santos. 

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A iniciativa é realizada pela Prefeitura em parceria com o Governo do Estado e pretende criar um dos maiores espaços do gênero no Brasil e na América Latina.

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Os trabalhos começaram com a limpeza da vegetação, acompanhada pela Secretaria de Meio Ambiente. Na sequência, foi realizada a retirada das telhas para recuperação das estruturas metálicas do telhado. 

Paralelamente, seguem os serviços de limpeza do terreno e, em breve, será iniciada a terraplanagem.

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“Os projetos básicos de arquitetura foram elaborados pela empresa contratada e passam por análise da equipe técnica da Secretaria de Obras e Edificações. Após aprovação, serão desenvolvidos os projetos executivos, com especificações detalhadas para a execução”, explica a engenheira Larissa Santos Teixeira.

Serviços de restauro

A fachada terá seus elementos restaurados, respeitando as características originais do imóvelA fachada terá seus elementos restaurados, respeitando as características originais do imóvel / Divulgação/PMS

As intervenções incluem a retirada de pisos, azulejos e alvenaria interna, além da execução de fundações, estrutura e fechamentos. A fachada terá seus elementos restaurados, respeitando as características originais do imóvel.

A pintura seguirá a cor identificada em estudos técnicos, enquanto os caixilhos de madeira e vidro serão preservados. A cobertura também será restaurada e impermeabilizada.

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O projeto contempla ainda novas instalações hidráulicas, elétricas, rede lógica, sistema de combate a incêndio e proteção contra descargas atmosféricas. Na área externa, haverá pavimentação e paisagismo.

Conforto, acessibilidade e valorização histórica

A modernização do espaço interno vai garantir mais conforto, segurança e acessibilidade, sem perder as características históricas do imóvel. A proposta também contribui para a valorização do patrimônio cultural e para o fortalecimento da revitalização do Centro Histórico.

O museu vai conectar a Santos de 1867, marco da primeira viagem ferroviária do país com a São Paulo Railway, com a cidade contemporânea.

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Acervo e proposta cultural

O espaço será dedicado à preservação da memória ferroviária e contará com um acervo diversificado, incluindo locomotivas, bondes, vagões, peças mecânicas, mobiliário, uniformes, bilhetes, mapas e fotografias.

Além da exposição, o museu terá atividades educativas, pesquisa histórica e ações de restauro técnico, oferecendo uma visão ampla sobre o papel das ferrovias no desenvolvimento da cidade e do Brasil.

A modernização do espaço interno vai garantir mais conforto, segurança e acessibilidadeA modernização do espaço interno vai garantir mais conforto, segurança e acessibilidade / Divulgação/PMS

Proteção do patrimônio

O projeto segue as diretrizes do Condephaat, respeitando normas de preservação e uso de edifícios públicos. O imóvel possui nível de proteção NP2, que prevê a conservação parcial, especialmente de fachadas, volumetria e telhado.

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Investimento

As obras estão sendo executadas pela BHO Construtora Ltda., com investimento de R$ 6,5 milhões. O Governo do Estado destinou R$ 9 milhões por meio de convênio, enquanto o restante será custeado pelo município.

Também está sob responsabilidade da Secretaria de Obras a aquisição de locomotivas, vagões e réplicas históricas, com investimento de R$ 4,1 milhões, que integrarão o acervo do museu.

Atualmente, Santos possui 13 bondes em operação e aguarda a chegada de mais oito veículos históricos, doados por cidades da Alemanha e do Japão, além de três vagões ferroviários já incorporados ao patrimônio local. Todos farão parte do futuro Museu Ferroviário.

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