Santos inaugura Ecofábrica na Zona Noroeste; inscrições para cursos começam em setembro

Com área de quatro mil metros quadrados, essa será a maior Ecofábrica da Cidade

Fica situada ao lado da Subprefeitura Regional da Zona Noroeste, no número 456 da Avenida Nossa Senhora de Fátima

Fica situada ao lado da Subprefeitura Regional da Zona Noroeste, no número 456 da Avenida Nossa Senhora de Fátima | Francisco Arrais/ PMS

Trabalho suado, latas de tinta e muita força de vontade  transformaram o antigo depósito de entulhos da Prefeitura de Santos, na Zona Noroeste, numa Ecofábrica nova em folha em apenas 45 dias. A primeira etapa da obra foi entregue nesta manhã desta terça-feira (30), em um evento com apresentações culturais e visita ao espaço, integrando as comemorações pelos 46 anos da região.

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Com área de quatro mil metros quadrados, essa será a maior Ecofábrica da Cidade. Ela fica situada ao lado da Subprefeitura Regional da Zona Noroeste, no número 456 da Avenida Nossa Senhora de Fátima, e o trabalho de preparação do espaço exemplifica bem o que será realizado na unidade, como ressaltou o prefeito Rogério Santos na solenidade.

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“A Ecofábrica é sinônimo de recuperação ambiental, sustentabilidade, desenvolvimento social e geração de renda. É um projeto que demonstra a união de esforços, priorizando a vida e acreditando nas pessoas. Um local para fabricar sonhos, recuperar a natureza e transformar vidas”.

Coordenador da Ecofábrica, Anderson Camargo reforça o espírito da proposta de trabalho. “O local foi totalmente recuperado, o que mostra que é possível fazer muito com pouco, que é exatamente o que vamos ensinar aqui: pegar materiais que foram descartados e transformar em peças totalmente novas”.

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Nesta primeira etapa foram entregues três galpões, refeitório, dois banheiros masculinos e femininos, sanitário acessível, três salas de aula, sala multiúso e um espaço para eventos como shows e exposições. A estrutura passou por limpeza e revitalização completa, incluindo pintura, recuperação dos telhados, revitalização das partes elétrica e hidráulica, além de ter ganhado um deck de acessibilidade em madeira, instalado na parte de trás dos galpões, e uma área verde de mil m², com plantas, gramado e um pergolado.

TOQUES DE ARTE

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Do colorido da fachada ao interior do prédio a arte se faz presente. O muro do equipamento, de 180m², ganhou grafite do artista Carlos Silva (Catts), do projeto Arte na Rua, que pintou elementos da fauna e da flora; as janelas foram enfeitadas pelo crochê da artista Dani Serpa; o interior do espaço conta com peças criadas pelo próprio coordenador da unidade, que também é artista plástico. Cerca de 90% do mobiliário é formado por móveis descartados que foram revitalizados.  “Nosso foco é a sustentabilidade”, completou Camargo.

 

CURSOS

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Na primeira fase da Ecofábrica, o local promoverá cursos de carpintaria, marcenaria, arte e construção civil. As inscrições estarão abertas a partir de 12 de setembro. Serão 40 vagas ao todo, 10 para cada modalidade. Para participar, basta ter mais de 15 anos de idade e morar em Santos. A inscrição será feita na sede da Ecofábrica e os interessados devem levar documento com foto e comprovante de residência.

“A intenção é que sejam dez alunos por turma, porque como é um curso muito completo, em que vão aprender o serviço desde os mínimos detalhes, é preciso estar junto, dando essa atenção individual a cada um”, explicou Camargo.

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ECONOMIA CIRCULAR

A ideia da Ecofábrica é reaproveitar materiais, reduzir o desperdício e capacitar servidores e munícipes, dentro da Economia Circular e Criativa. Trata-se de um conceito que visa, entre outros aspectos, aprofundar ações voltadas ao reaproveitamento de matérias-primas, reduzindo o desperdício por meio da educação ambiental.

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“Focaremos no desenvolvimento sustentável, pegando os materiais trazidos pelo Cata Treco e ensinando a repaginar, cortar, calcular e readaptar de acordo com a imaginação dos alunos”, afirmou o coordenador do órgão. As peças produzidas na unidade serão comercializadas numa feira realizada no espaço de eventos da Ecofábrica, aos finais de semana, e a renda será revertida aos próprios alunos.

SEGUNDA ETAPA

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A nova Ecofábrica também ganhará um playground com brinquedos acessíveis, que fará parte da área externa, com tapete sensorial, balanços e estruturas interativas em madeira, além de outros equipamentos. Ainda está planejada a instalação de quiosques, horta comunitária e composteiras, para a produção de adubo.

Também na nova etapa, a Ecofábrica deverá receber uma  uma unidade de beneficiamento de resíduos plásticos, por meio de parcerias com a iniciativa privada e órgãos de fomento. A proposta pedagógica está sendo elaborada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por meio do campus Baixada Santista.

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O local oferecerá palestras, receberá encontros comunitários e ações ligadas a projetos já em andamento. Um deles é o Beco Limpo, programa de educação ambiental desenvolvido no Dique da Vila Gilda, em parceria com o Instituto Arte no Dique e apoio do Ministério Público Federal. Além disso, a Innovach – Arquitetura da Inovação está entre os parceiros do novo espaço, sendo responsável pelos trabalhos de metrologia.

A reforma da Ecofábrica da Zona Noroeste contou com investimento no valor aproximado de R$ 220 mil, do Município. Atualmente, são 30 profissionais trabalhando na obra, entre equipe de carpintaria da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Seserp) e integrantes do projeto Reeducandos. A segunda fase da obra deve ser entregue até o final do ano.

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EMOÇÃO

Entusiasta do projeto, o ouvidor municipal Rivaldo Santos também esteve presente ao evento. Servidor público e morador da Zona Noroeste há 53 anos, ele ressaltou o processo de transformação do ambiente. 

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“Essa Ecofábrica colocou o manguezal santista de volta à vida, reconstruindo uma área completamente inativa, que há muitos anos acumulava lixo e entulho. Já podemos perceber pássaros e saguis se aproximando da natureza de novo, além de moradores admirando este novo equipamento”.

HISTÓRICO 

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A primeira Ecofábrica municipal foi inaugurada em 2015, no Mercado Municipal, voltada para o reaproveitamento de madeiras descartadas pela população por meio do serviço Cata Treco.

A Ecofábrica é uma das dez Vilas Criativas da Cidade. Esses centros culturais são destinados à capacitação, à inclusão e ao desenvolvimento da população de Santos. Eles oferecem, de forma gratuita, qualificação profissional, atividades culturais e esportivas que contribuem para a melhoria social.