Santos, na Baixada Santista, lidera o ranking nacional de verticalização / Renan Lousada/DL
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A Prefeitura de Santos se reuniu com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para discutir soluções de engenharia e alternativas de financiamento voltadas ao reaprumo de prédios inclinados na orla e à adaptação da cidade às mudanças climáticas. O encontro ocorreu na manhã de quarta-feira (25), na sede da instituição, no Rio de Janeiro.
Atualmente, a gestão municipal acompanha a situação de 65 edifícios com desaprumo, concentrados principalmente entre os canais 2 e 6, nos bairros Gonzaga, Boqueirão, Embaré e Aparecida. As declividades são resultantes do tipo de fundação utilizado há mais de seis décadas, associado às características do solo.
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A gestão municipal acompanha a situação de 65 edifícios com desaprumo/PMSO reaprumo consiste em elevar a estrutura com macacos hidráulicos para corrigir a inclinação e executar uma nova fundação. O processo inclui estudos geotécnicos e a instalação de estacas profundas, que podem chegar a cerca de 50 metros, garantindo maior estabilidade às construções.
Durante a reunião, foram apresentados como referência estudos do caso do edifício Núncio Malzoni, que possuía inclinações de 2,2° em um dos seus blocos e de 1,8° em outro, e passou por procedimento junto com acompanhamento técnico especializado.
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Desde 2024, moradores e síndicos criaram a Associação dos Condomínios dos Prédios Inclinados (ACOPI), que atua na articulação de soluções para o problema. O secretário de Governo, Fábio Ferraz, reconheceu que já houve avanço na apresentação de alternativas técnicas.
“Nós avançamos no sentido de apresentar soluções para a demanda que afeta as famílias de moradores e vizinhos, que vêm capitaneando essa discussão através do trabalho organizado da ACOPI. Apresentamos as capacidades de engenharia para a situação, que tem solução, mas requer pontos de financiamento”, afirmou ele.
A Prefeitura ainda prevê a adoção de novas tecnologias para monitoramento urbano e ambiental/PMSAlém dos prédios inclinados, a agenda incluiu projetos de enfrentamento às mudanças climáticas na região. Entre eles, a modernização do Centro de Controle Operacional (CCO), que teve financiamento aprovado para avançar nas próximas etapas de análise.
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A proposta prevê ampliação da estrutura e adoção de novas tecnologias para monitoramento urbano e ambiental. Também foram pré-aprovadas tratativas para um modelo de financiamento voltado à requalificação da macrodrenagem da orla.
"São investimentos importantes para a nossa cidade. Isso é possível porque temos a preocupação com a responsabilidade fiscal, então a cidade tem linha de crédito e a possibilidade de conversar com esses bancos para trazer investimentos importantes para o cidadão", completou o secretário de Finanças, Adriano Leocadio.