Santos apresenta queda de 65% na mortalidade materna

O município registrou queda de 61,4 óbitos por 100 mil nascidos vivos em 2015 para 44,3 por 100 mil em 2016

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16 AGO 2018Por Da Reportagem18h41
Nos últimos anos, foram implementadas e desenvolvidas diversas ações pela Prefeitura, entre elas o programa Mãe SantistaNos últimos anos, foram implementadas e desenvolvidas diversas ações pela Prefeitura, entre elas o programa Mãe SantistaFoto: Susan Hortas/PMS

Enquanto no Brasil o índice de mortalidade materna era de 62 por 100 mil nascidos vivos em 2015 e subiu para 64,4 por 100 mil em 2016 (último dado nacional disponível), Santos registrou queda de 61,4 óbitos por 100 mil nascidos vivos em 2015 para 44,3 por 100 mil em 2016.

O ano de 2017 encerrou com um índice ainda menor: 21 mortes maternas por 100 mil nascidos vivos. Ou seja, houve redução de cerca de 65% no índice nos últimos três anos na Cidade.

A morte materna é aquela que ocorre durante a gestação ou até 42 dias após o parto, mas relacionada com a gravidez. As principais causas de morte da mãe são pressão alta durante a gravidez, hemorragia após o parto, infecções e aborto. 

MÃE SANTISTA

Nos últimos anos, foram implementadas e desenvolvidas diversas ações pela Prefeitura, entre elas o programa Mãe Santista, lançado em maio de 2013 para prestar uma assistência integral e humanizada para as gestantes e os seus filhos, e o início da operação do Complexo Hospitalar dos Estivadores, em fevereiro de 2017, que conta com uma moderna estrutura de maternidade.

Já o Instituto da Mulher e Gestante atende aos casos de gestação de risco na rede municipal de saúde. A ginecologista Sabrina Savazoni, chefe da unidade, destaca outras ações que auxiliam a prevenir casos de mortalidade, seja da mãe ou da criança. "A Atenção Básica (policlínicas) tem uma boa qualidade técnica; estamos fazendo ultrassom morfológico e com doppler; para as gestações de risco, contamos com exames de melhor qualidade. Também adquirimos medicações para a redução da prematuridade".

Outro aspecto importante é a investigação de 100% dos óbitos de mulheres entre 10 e 49 anos (em idade fértil) ocorridos nas unidades hospitalares do Município (públicas e privadas), assim como dos casos de óbitos ocorridos em outras cidades de mulheres que moram em Santos.

Todos os óbitos maternos também são discutidos no Comitê Municipal de Prevenção do Óbito Materno, Fetal e Infantil – que congrega instituições governamentais e da sociedade civil – e acompanha e monitora os óbitos maternos, fetais e infantis no Município de Santos. "Por meio da investigação, conseguimos traçar estratégias para prevenir os óbitos e os números já começaram a aparecer. Temos uma meta ousada de zerar o número de mortes maternas", afirma o secretário de Saúde, Fábio Ferraz.