Na Maratona de Tóquio, Vanessa Cristina tenta fechar o circuito das World Marathon Majors / Reprodução
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A santista Vanessa Cristina, da equipe Fast Wheels/Fupes, está a uma prova de alcançar um dos maiores feitos do atletismo mundial. Neste domingo (1º), ela disputa a Maratona de Tóquio, no Japão, com um objetivo claro: completar o circuito das World Marathon Majors e conquistar a cobiçada Six Star Medal, a "medalha das seis estrelas" concedida a quem finaliza as seis maratonas mais icônicas do planeta.
Vanessa, que já representou o Brasil em duas Paralimpíadas na classe T54 (cadeira de rodas), incluindo os Jogos de Tóquio-2020, retorna agora à capital japonesa para fechar com chave de ouro sua trajetória nas majors.
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Das seis provas do circuito, ela já completou cinco: Boston, Chicago, Nova York, Londres e Berlim. Resta apenas Tóquio para garantir a mandala, nome carinhoso que os maratonistas dão à premiação especial, uma medalha com seis pontas, cada uma representando uma das provas.
"É um sonho. Passei pelas seis maiores maratonas do mundo. Estou muito feliz, ansiosa para pegar a mandala, que é o sonho de todo maratonista. Para mim, vai ser mágico", celebra a atleta.
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Vanessa conta que aguardava há tempos a oportunidade de participar da prova japonesa, conhecida pela alta concorrência e pelo número limitado de convites.
"Há muito tempo que queria participar da Maratona de Tóquio. Esse ano consegui ser convidada. O convite chegou no finalzinho de dezembro e fiz uma base bem rápida, porque adiantou meu calendário, mas consegui encaixar um bom treino e estou bem confiante de fazer uma ótima marca", afirma.
Depois de Tóquio, a maratonista já tem outras duas majors programadas: Boston e Londres. Em maio, deve competir na Suíça, em provas de pista.
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Em novembro, Vanessa foi top 10 da Maratona de Nova York, terminando em oitavo lugar numa disputa acirrada que se estendeu até os metros finais. Hoje figurando entre as principais maratonistas paralímpicas do mundo, sua história é marcada por superação.
Ela teve a perna esquerda amputada em 2014, aos 24 anos, após um acidente de moto em Santos. Apenas oito meses depois, incentivada pelo técnico Eduardo Leonel, da Fast Wheels, passou a treinar e competir em cadeira de rodas. Desde então, coleciona conquistas e inspira outros atletas.
"Essa mandala é a imagem de toda a minha felicidade por ser uma atleta", completa Vanessa, que conta com patrocínios de ADD, Time São Paulo, Cellula Mater, MDL, Bolsa Atleta e Guardiões das Rodas.
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