O incidente com o Besnard ocorreu após uma sequência de fortes chuvas / Renan Lousada/DL
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O Porto de Santos inicia, ainda nesta semana, uma complexa operação para trazer de volta à superfície o histórico navio Professor W. Besnard. A embarcação, que está parcialmente submersa no cais do Valongo desde o dia 13 de março, passará por um processo de reflutuação e retirada orçado em mais de R$ 8,6 milhões.
O serviço foi contratado em caráter emergencial pela Autoridade Portuária de Santos (APS) junto à empresa Marfort Serviços Marítimos, com previsão de conclusão em até cinco dias após o início dos trabalhos.
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O incidente com o Besnard ocorreu após uma sequência de fortes chuvas que atingiram a região no início do mês.
Segundo o Instituto do Mar (Imar), atual responsável pelo navio, o acúmulo de água não pôde ser revertido porque as bombas de sucção estavam inoperantes devido ao furto da fiação elétrica da embarcação.
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O navio acabou adernando e encostando no fundo do estuário, o que manteve parte de sua estrutura acima da linha d'água, facilitando o planejamento do resgate.
A operação contratada pela APS é minuciosa e envolve diversas frentes de trabalho para garantir que o patrimônio histórico não sofra novos danos e que o meio ambiente seja preservado.
O plano inclui mergulhos técnicos, reforço na segurança operacional, içamento e metodologias específicas de reflutuação. Após ser estabilizado, o navio será encaminhado para um estaleiro para avaliação técnica.
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Desde o naufrágio parcial, medidas preventivas foram adotadas pela Autoridade Portuária para evitar desastres ecológicos.
O local foi isolado em terra e barreiras de contenção foram instaladas ao redor do casco no mar, prevenindo qualquer vazamento de óleo ou resíduos para o estuário de Santos.
A Marinha do Brasil monitora o caso e confirmou que, por estar assentado no leito e amarrado ao cais, o navio não oferece riscos imediatos à navegação no canal.
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Construído em 1966 por encomenda do governo paulista, o navio de 49,3 metros é um ícone da ciência brasileira. Ao longo de décadas, a embarcação realizou mais de 260 expedições, passando por 10 mil pontos de coleta e formando gerações de pesquisadores.
O Besnard entrou para a história ao transportar as primeiras equipes de pesquisa do Brasil para a Antártica, consolidando a presença do país no continente gelado.
Fora de operação desde 2008, após ser atingido por um incêndio, o navio havia sido doado ao Imar para ser transformado em um museu flutuante.
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O projeto visa preservar a memória das pesquisas oceanográficas brasileiras, transformando o convés que outrora serviu à ciência em um espaço educativo.
Após a reflutuação e os reparos emergenciais custeados pela APS, o instituto buscará novos parceiros para dar continuidade à reforma e concretizar o sonho do museu no Porto de Santos.
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