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Região solicita recursos para instalar mais 90 leitos de UTI

Em toda a Baixada, onde a população é estimada em 1 milhão e 900 mil pessoas, há um total de 464 leitos de UTI Adulto, dos quais 263 são em Santos

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17 MAR 2020Por Da Reportagem20h00
O plano emergencial prevê a utilização do nono andar do Complexo dos Estivadores, que já tem estrutura pronta para tratamento intensivoFoto: Francisco Arrais / Prefeitura Municipal de Santos

A instalação emergencial de mais 90 leitos de UTI Adulto (Unidade de Terapia Intensiva) e outros 77 leitos clínicos nos hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde) da Baixada Santista, para atendimento de eventuais casos do novo coronavírus (Covid-19), integra o rol de necessidades encaminhadas pelos nove municípios da região aos governos estadual e federal. A solicitação, que requer a liberação de recursos junto às duas esferas, consta no Plano Regional de Contingência, definido em conjunto com o Departamento Regional de Saúde (DRS-4), em reunião na segunda-feira (16).

Em toda a Baixada, onde a população é estimada em 1 milhão e 900 mil pessoas, há um total de 464 leitos de UTI Adulto, dos quais 263 são em Santos. Em caráter preventivo, visto que ainda não há circulação do vírus na Cidade e região, as prefeituras trabalham com a perspectiva técnica de 1.900 pessoas infectadas, partindo do número chave de 0,1% em relação à população, conforme ocorrido no epicentro da região chinesa, onde iniciou a pandemia.

"Outro número chave é o de 2,4 leitos de UTI Adulto para cada 10 mil pessoas. A região, hoje, fazendo o recorte do SUS, tem pouco abaixo de um leito para cada 10 mil. No entanto, quando agregamos a rede privada, alcançamos 2,4. A necessidade de implementar novos leitos no SUS é para que possamos ter centros de referência específicos para monitoramento de eventuais pacientes. Ressaltamos que 80% das pessoas que vierem a ser infectadas não terão necessidades severas. De 10% a 15% é que podem necessitar de internação hospitalar", explicou o secretário de Saúde de Santos, Fábio Ferraz.  

O plano emergencial prevê a utilização do nono andar do Complexo dos Estivadores, que já tem estrutura pronta para tratamento intensivo. A proposta é que possam ser instalados 20 leitos de UTI no local, além de outros 30 no Hospital Guilherme Álvaro e nos filantrópicos (ver tabela abaixo com a relação de leitos por município). “Os hospitais filantrópicos, como Santa Casa e Beneficência, se colocaram à disposição”, ressaltou ele.  

EQUIPAMENTOS E INSUMOS
No Plano Regional de Contingência também foram relacionados os principais equipamentos de proteção para os trabalhadores da saúde e insumos necessários para o enfrentamento do novo coronavírus, como máscaras, luvas, aventais, gorros, seringas e demais equipamentos utilizados para coleta de materiais e aplicação de medicamentos. “Cada município colocou as suas perspectivas de necessidades, sendo necessário, para isso, a liberação de recursos. Temos tudo mapeado e entregue aos governos estadual e federal, para que possamos acompanhar a crise que muito provavelmente chegará em nossa região”, acrescentou Ferraz.

 O Plano Regional de Contingência integra as onze medidas preventivas tomadas na última segunda-feira (16) pelos prefeitos e secretários municipais de Saúde da região, para evitar a chegada do novo coronavírus (Covid-19) na região, assim como conter seu avanço a partir da confirmação de casos da doença. O tema foi tratado em reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) na sede da Prefeitura de Santos.

Na última segunda também ocorreu a primeira reunião do Comitê Municipal de Contingência para Enfrentamento do Coronavírus, criado pela portaria n° 39/2020. Participaram 38 representantes de vários órgãos e entidades públicas e privadas e da sociedade civil de Santos, quando foram apresentadas e discutidas as medidas já colocadas em prática e em planejamento. (https://www.santos.sp.gov.br/?q=noticia/comite-municipal-do-coronavirus-comeca-a-discutir-medidas-em-santos).