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Receita apreende 332 quilos de cocaína no Porto de Santos

Ninguém foi preso e um inquérito da Polícia Federal (PF) irá apurar quem são os responsáveis pela droga.

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22 DEZ 2018Por Da Reportagem12h19
O cão de faro da Receita sinalizou positivo para a presença de cocaína, o que aumentou as suspeitas e levou à apreensão.Foto: Divulgação/RFB

A Alfândega da Receita Federal do Brasil interceptou uma carga de exportação contendo 332 quilos de cocaína no Porto de Santos. A droga estava prestes a ser embarcada para a Europa.

Ninguém foi preso e um inquérito da Polícia Federal (PF) irá apurar quem são os responsáveis pela droga. 
Através de um trabalho de análise de risco, foi selecionado um contêiner carregado com uma carga lícita de pedras de calçamento, destinada ao porto de Antuérpia, na Bélgica.

O cão de faro da Receita Federal sinalizou positivamente para presença de cocaína, aumentando as ­suspeitas.

“Aberto o contêiner, no seu interior, além da carga regular, foram encontradas onze bolsas escuras de tecido, que continham, por sua vez, diversos tabletes de cocaína, totalizando 332 quilos”, informou a Receita. 

“Suspeita-se da técnica criminosa conhecida como “rip-on/rip-off loading” na qual a droga é inserida em uma carga de exportação regular sem o conhecimento dos importadores e exportadores”, disse a instituição. 

Esta técnica é recorrente nas tentativas de envio de cocaína ao exterior via cais santista.

Contêineres com produtos como açúcar, sal, café, amendoim, fubá, miúdos de frango e até cabeças de suíno com focinho têm sido usados para esconder cocaína que traficantes tentam exportar a partir do Porto. 

Neste ano, a Receita Federal localizou mais de 23 toneladas de cocaína em cargas de exportação no Porto de Santos, o que representa um  recorde histórico.

 A quantidade de drogas apreendida no cais santista tem aumentado a cada ano desde 2015. Naquele ano, foi recolhida uma tonelada em um total de cinco operações.

Em 2016, a quantidade saltou para 10,6 toneladas. Já em 2017, foram 11,5 ­toneladas. (DL e FP)