Projeto que previa estacionamento ‘na faixa’ para vereadores é arquivado em Santos

Proposta da Mesa para que parlamentares não pagassem estacionamento regulamentado não vingou

Mesa Diretora, presidida por Adilson Júnior, queria isentar vereadores de pagar estacionamento

Mesa Diretora, presidida por Adilson Júnior, queria isentar vereadores de pagar estacionamento | Nair Bueno/DL

Rechaçada nas redes sociais e até por boa parte de vereadores e vereadoras, a intenção da Mesa Diretora da Câmara de Santos, formada pelos vereadores Adilson Júnior (Presidente); Fabrício Cardoso de Oliveira (1º vice-presidente); Lincoln Reis (2º vice-presidente); Pastor Roberto de Jesus (1º secretário) e Bruno Orlandi (2º secretário), de obter privilégio com o não pagamento de estacionamento regulamentado não vingou.

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Segundo informado ontem pela Assessoria da Casa de Leis, o projeto de emenda à Lei Orgânica Municipal (PELOM) 07/2022 foi arquivado, após promover uma verdadeiro ‘racha’ no Castelinho, prédio do Legislativo santista.

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Audrey Kleys (PP), Sérgio Santana (PL), Benedito Furtado (PSB), Débora Camilo (PSOL), Chico Nogueira e Telma de Souza, esses dois últimos do PT, se manifestaram contrários à iniciativa da Mesa, tornada pública em 07 de junho último pelo Diário.

Chico, Telma e Furtado ainda revelam que sequer foram consultados sobre o projeto que dispunha sobre a liberação do estacionamento de veículos dos vereadores em logradouros públicos e garagens municipais. Até Lincoln Reis, que faz parte da Mesa, ficou surpreso com a proposta e disse não ter sido consultado, após a polêmica formada.

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Depois que a reportagem foi publicada, a maioria dos parlamentares consultada manifestou em seus perfis nas redes sociais que soube da iniciativa pela Imprensa e não pela Mesa. O pior é que o Diário descobriu, nos bastidores, que uma certa falta de comunicação entre a Presidência e o restante dos parlamentares não é novidade.

De qualquer forma, a ‘artimanha’ ao justificar que a implantação de um cartão ou crachá de identificação teria eficácia apenas quando no exercício das funções parlamentares e que a liberação facilitaria o cumprimento do papel (trabalho) dos parlamentares santistas, não ‘colou’, como queria a Mesa.

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Para os internautas que se manifestaram, enquanto milhares de santistas são obrigados a circular pelos grandes centros da Cidade em busca de uma vaga para estacionar e, quando encontrada, têm que pagar R$ 2,50 para o período de uma hora por intermédio do tíquete eletrônico, a iniciativa iria privilegiar parlamentares.

Vale lembrar que, ano passado, com a retomada das atividades comerciais, a Companhia de Engenharia de Trânsito de Santos (CET-Santos) aumentou a oferta de áreas de estacionamento rotativo na Cidade em mais 375 vagas de Zona Azul, distribuídas pelo Gonzaga, Centro e Vila Mathias, bairros com predominância de comércio.

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Hoje o sistema santista dispõe de 1.749 vagas de rotativo nos mesmos bairros, além do Boqueirão e da Encruzilhada. Desde outubro de 2019, a fim de oferecer mais conforto e conveniência para os usuários, a Zona Azul funciona no modelo digital.

A ativação de tíquetes pode ser feita pelo aplicativo Zona Azul Santos, ou pontos de venda terceirizados (identificados junto às placas de regulamentação).

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O tíquete eletrônico é comercializado por R$ 2,50 para o período de uma hora; R$ 3,75 para 1h30 e R$ 5,00 para 2 horas (tempo máximo de uso da vaga).

Também há a possibilidade de ativar inicialmente uma hora, acrescentando mais duas ativações de 30 minutos, até totalizar 2 horas.