Vitória parcial das cozinheiras, merendeiras e ajudantes de cozinha das creches e escolas de Santos. A Prefeitura tem até 24 de julho próximo para apresentar um novo cronograma de obras de reforma de todas as cozinhas, com o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos servidores. As adequações serão estabelecidas pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv).
Além disso, a Administração tem até setembro próximo para fornecer quatro kits de uniformes às merendeiras ao invés de apenas dois como vinha ocorrendo até a paralisação e teve que se comprometer a não realizar desconto pelo dia em que houve a greve, bem como, não executar a multa diária de R$ 500 mil por suposto descumprimento de ordem judicial, desde que não haja nova paralisação.
As determinações fazem parte da proposta de conciliação entre o sindicato e a Prefeitura, fechada na tarde do último dia 14, sob a presidência do desembargador Ademir de Carvalho Benedito, vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O acordo, que ainda está sendo analisado pelo Sindserv, foi acompanhado pelo Ministério Público (MP).
A categoria quer 16,6% de aumento salarial. Na greve, deflagrada há uma semana, os servidores reclamavam da precariedade das instalações, o sucateamento dos equipamentos, a falta de insumos para higiene e, ainda, atrasos constantes de gêneros alimentícios na maioria das 80 escolas da rede municipal.
Além do reajuste, a pauta reivindica redução na carga horária para 30 horas semanais (sem diminuição salarial); mudança de nível salarial; e revogação imediata do edital de Pregão Eletrônico (publicado no Diário Oficial no dia 19 de maio último, que abre a contratação de empresa terceirizada para fazer as refeições dos usuários da Saúde.
