A tonalidade da Praia de Santos não é um defeito, mas sim um reflexo da força da natureza / Renan Lousada/Diário do Litoral
Continua depois da publicidade
Quem caminha pela orla de Santos frequentemente se depara com uma tonalidade mais densa e turva no oceano. Ao contrário do senso comum, que rapidamente associa essa cor à poluição, a ciência revela que o fenômeno é, na verdade, uma assinatura geográfica única da região.
A principal explicação reside na rica biodiversidade local. Santos está cercada por extensas áreas de manguezal. Esses ecossistemas liberam uma grande quantidade de matéria orgânica, como folhas e galhos em decomposição, que tinge a água com pigmentos naturais (taninos).
Continua depois da publicidade
Esse "chá marinho" é transportado pelos rios e correntes até chegar aos olhos dos banhistas.
Dica do editor: Sem brigadeiro e fora do óbvio, casal aposta em confeitaria francesa em Santos.
Continua depois da publicidade
A geologia também desempenha um papel fundamental. A erosão natural das rochas da Serra do Mar libera sedimentos minerais escuros.
Esses resíduos milenares descem a serra e se depositam tanto na água quanto na areia, conferindo aquela coloração acinzentada característica que diferencia Santos de outras praias do litoral norte, por exemplo.
É crucial separar a estética da qualidade:
Continua depois da publicidade
A Cor: É um processo natural e geológico. Não é causada por esgoto ou detritos urbanos.
A Qualidade: Embora a cor escura seja natural, a pureza da água para banho depende de outros fatores monitorados pelos órgãos ambientais (como a presença de bactérias).
A tonalidade da Praia de Santos não é um defeito, mas sim um reflexo da força da natureza e da complexidade do solo paulista.
Continua depois da publicidade