Santos

Obras do VLT geram quedas de energia na Rua Campos Melo

Moradores não aguentam mais e temem prejuízos; os do condomínio Horizontes, um dos mais afetados, apelaram à reportagem

Carlos Ratton

Publicado em 28/03/2023 às 07:00

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Ninguém da Campos Melo aguenta mais a demora das obras / Divulgação/PMS

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Uma questão que nunca foi abordada pelas autoridades santistas e nem pelos comerciantes afetados quando o assunto são os atrasos nas obras de implantação da segunda fase do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), especialmente na Rua Campos Melo, no bairro Macuco: quedas diárias e sequenciais de energia.

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Os moradores não aguentam mais e temem prejuízos. Os do condomínio Horizontes, um dos mais afetados, resolveram apelar à Reportagem. Os moradores revelam que isso vem ocorrendo em outros prédios e casas das imediações.

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"Moro há 15 anos e nunca tive problemas. Além do transtorno das obras, agora, quedas de luz. Hoje (quinta-feira), em menos de uma hora, a luz caiu três vezes. Perdi um estabilizador e meu computador está apresentando defeitos. Teve gente aqui no prédio que perdeu aparelhos eletrodomésticos. Não dá para prever quantas vezes a luz vai cair no dia. Teve um que perdi a conta. Acho que mais de 10 vezes. A CPFL (Companhia Piratininga de Força e Luz) já foi acionada e nenhuma providência. E dizem que quando o VLT passar vai piorar", afirma a moradora Márcia Okida.

"Eu trabalho em home office e, no mínimo, já houve umas sete quedas de energia hoje. Todas duram dois ou três segundos e depois a energia retorna gerando um caos. Fico com muito medo de queima de equipamentos. Desde que as obras do VLT foram iniciadas isso vem ocorrendo", explica Maxuel Lemes Almeida dos Santos.

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Bárbara Santana de Almeida, que mora no mesmo edifício, também não aguenta mais a situação. "Dias terríveis para o trabalho em casa. Quando cai a energia, cai a Internet. Eu trabalho online e é horrível", afirma. "O transformador do prédio queimou e já tivemos prejuízos. Precisamos de ajuda", completa a moradora Ana Musa. Guilherme Macedo acabou de comprar vários eletrodomésticos e teme prejuízos também. "Há também muita possibilidade dos alimentos na geladeira estragarem", lembra.

Thamires Lara Rodrigues de Souza completa: "durante a madrugada, o meu ar condicionado parou de funcionar após a queda de luz. Já tive que sair do meu trabalho e ir até a minha casa para desligar os aparelhos para evitar outros prejuízos, deixando apenas a geladeira ligada. No sábado passado, o dia inteiro sem luz. A verdade é que não aguentamos mais esta obra do VLT, que nos impede de viver a nossa vida normalmente, em paz".

Em uma recente audiência pública, na Câmara de Santos, ficou definido que uma comissão irá fiscalizar as obras O objetivo da audiência era fomentar o diálogo sobre o que pode ser feito para diminuir os efeitos da demora, bem como esclarecer a população quanto aos novos prazos e condições. O evento foi presidido pelo vereador Paulo Miyasiro (Republicanos).

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A audiência também reuniu representantes da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), do Ministério Público do Estado de São Paulo, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), da Comissão de Moradores e Comerciantes (Mocam) e vereadores.

Durante a audiência, ficou definido que um grupo de moradores deverá acompanhar e fiscalizar mensalmente o cumprimento do cronograma das etapas dos serviços e das obras do VLT.

A Linha Dois 2 do VLT terá oito quilômetros de extensão, contando com 12 estações próximas a locais de interesse público, como o Mercado Municipal, o Poupatempo e o Terminal Valongo, onde haverá uma estação integrada com o transporte de ônibus.

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EMTU.

Segundo a EMTU, as obras do VLT na região prevêem o remanejamento de postes de energia, serviço sob responsabilidade da concessionária CPFL e que é executado quadra a quadra de acordo com uma programação prévia.

Os moradores sempre são avisados sobre as datas e os horários com antecedência por meio de avisos distribuídos pela concessionária e pela construtora responsável pelas obras do VLT, já que o remanejamento acarreta interrupção temporária do fornecimento de energia.

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