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Número de pessoas infectadas com o coronavírus chega a 30 mil na Baixada Santista

Santos é a cidade com mais casos registrados. Ao todo, o município possui atualmente quase 12 mil casos confirmados e mais de 400 mortes

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13 JUL 2020Por LG Rodrigues18h15
Baixada Santista chega a 30 mil casos confirmados do novo coronavírus dias após a região entrar na Zona AmarelaFoto: ANDERSON BIANCHI / PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS

O número moradores que contraíram o novo coronavírus chegou a 30 mil (30.413) na Baixada Santista. O dado é relacionado às somas das estatísticas divulgadas pelas autoridades sanitárias até o começo da noite desta segunda-feira (13). Dentre moradores das nove cidades, mais de mil cidadãos (1.166) já faleceram em decorrência da Covid-19. Atualmente, o Estado de São Paulo se aproxima de 20 mil óbitos e aproximadamente 372 mil casos confirmados da doença.

Em todo o Brasil, mais de 70 mil pessoas já faleceram em decorrência da infecção pelo novo coronavírus. Santos é a cidade com mais casos registrados da doença na Baixada. Ao todo, o município possui atualmente 11.670 casos confirmados e 408 mortes. Na sequência, Guarujá já confirmou 4.829 pacientes com a doença e 228 mortes. Praia Grande tem 4.732 pessoas infectadas pela Covid-19 e 122 mortes.

Quarta cidade mais afetada, São Vicente tem 3.754 doentes e 198 mortes. Cubatão tem 3.852 casos confirmados e 136 mortes. Bertioga já contabiliza tem 861 cidadãos com o vírus e 18 óbitos. Mongaguá confirmou 239 pacientes doentes e nove óbitos. Itanhaém possui 265 moradores doentes e 28 mortes. Por fim, Peruíbe tem 211 infectados e 18 mortes.

Todas as informações foram divulgadas pelas secretarias de saúde de seus respectivos municípios e se encontram atualizadas até o começo da noite desta segunda-feira (13).

LINHA DO TEMPO

A chegada de casos confirmados de moradores da Baixada Santista infectados com o novo coronavírus começaram a ser registrados durante o mês de março. Poucos dias antes do primeiro exame atestar um resultado positivo, os nove prefeitos da Região decidiram utilizar o Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) como uma forma de unir os chefes do Executivo e coordenar ações da saúde.

Em uma reunião ocorrida no dia 16 de março, os prefeitos de Santos, Praia Grande, Guarujá, Cubatão, Itanhaém, Peruíbe, Mongaguá, Bertioga e a vice-prefeita de São Vicente se reuniram no Paço Municipal de Santos e anunciaram à imprensa e ao público, todos juntos, que a Baixada Santista fecharia as portas no dia seguinte, 17, para tentar conter o avanço do vírus entre as nove cidades.

No dia 20 do mesmo mês, a Vigilância Epidemiológica de Peruíbe informou que no início da manhã que havia recebido o primeiro caso confirmado do coronavírus (COVID-19) no município e, por consequência, o primeiro caso de Covid-19 confirmado na Baixada Santista. Atualmente, as nove cidades somam mais de 30 mil pessoas infectadas.

O primeiro óbito registrado na Baixada foi acompanhado imediatamente no mesmo dia do segundo caso de vítima fatal. As informações divulgadas pela Secretaria de Saúde de Praia Grande informaram que uma idosa de 84 anos de idade e um homem de 59 faleceram e seus exames testaram como positivo para a covid-19, confirmando que os óbitos ocorreram devido à doença que já matou mais de meio milhão de pessoas em todo o planeta.

Durante a última quinzena de maio, o Governo João Doria iniciou uma classificação das regiões do Estado de São Paulo por cores, na qual os municípios incluídos na chamada Zona Vermelha ocupariam a área numa fase de isolamento social mais rígida possível, onde apenas os serviços considerados essenciais poderiam funcionar. A Baixada Santista, junto com a Grande São Paulo e o Vale do Ribeira figuraram como as três regiões consideradas em estado mais grave, especialmente devido às taxas de ocupação de leitos de UTIs dedicados a pessoas infectadas com o novo coronavírus.

Apesar disso, as autoridades caiçaras negociaram por semanas a reclassificação da Baixada Santista para a fase laranja diretamente com as autoridades sanitárias do Estado. Em meio a protestos de empresários em passeatas que reuniram grande número de automóveis e mesmo enquanto os números de casos subiam, os nove prefeitos conseguiram reverter a situação e começaram a reabertura do comércio que passou para a fase amarela no dia 10 de julho.