Número de nascimentos despenca na Baixada Santista, diz instituição

Ano passado, foram 23.968 nascidos vivos de mães residentes na Região. Já em 2000, ocorreram 28.079 nascimentos, o que representa uma queda de 14,64%

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18 DEZ 2019Por Caroline Souza07h48
No recorte por cidade, Cubatão teve a maior queda percentual de nascimentos (-34,77%)Foto: Nair Bueno / Diário do Litoral

Dados divulgados ontem pela Fundação Seade mostram que o número de nascimentos vêm diminuindo no Estado de São Paulo. A Baixada Santista acompanha a estatística no período dos últimos 18 anos (2000-2018).

Ano passado, foram 23.968 nascidos vivos de mães residentes na Região. Já em 2000, ocorreram 28.079 nascimentos, o que representa uma queda de 14,64%.

No recorte por cidade, cinco municípios da Região tiveram diminuição no número de nascidos vivos. Desses, Cubatão teve a maior queda percentual (-34,77%), passando de 2.485 nascimentos em 2000 para 1.621 no ano passado. Seguida por Santos (-26,21%), Peruíbe (-22,40%), Guarujá (-20,75%) e São Vicente (-20,50%).

Na contramão das estatísticas estaduais, quatro cidades da Baixada Santista tiveram aumento no número de nascidos vivos. São elas: Bertioga (45,87%), Praia Grande (16,35%), Mongaguá (2,20%) e Itanhaém (1,84%).

DADOS ESTADUAIS.

De acordo com o estudo da Fundação Seade, os nascimentos em todo o Estado ocorrem em proporções ligeiramente maiores entre março e maio, ficando abaixo da média nos últimos meses do ano.

A distribuição dos nascimentos por dia da semana e períodos do dia revela uma prática já estabelecida e muito relacionada à ocorrência de parto operatório ou natural, evidenciando que os primeiros são realizados preferencialmente de segunda a sexta-feira e durante o dia.

A gravidez múltipla, que corresponde a nascimentos de gêmeos, trigêmeos ou múltiplos, tem aumentado no decorrer dos anos. Tais ocorrências passaram de 13 mil, em 2000, para 15,2 mil, em 2018, representando 1,9% e 2,5%, respectivamente, do total de nascimentos do Estado. Segundo a Seade, essa tendência de crescimento possivelmente está associada às mudanças de comportamento reprodutivo das mulheres, como o adiamento da maternidade, que por sua vez, pode resultar em necessidade de procedimentos para solucionar dificuldades de reprodução.

Em 2018, nasceram 310 mil meninos e 295 mil meninas, resultando em uma razão de sexo de 105 nascimentos do sexo masculino para 100 do sexo feminino, como ocorre na maioria dos países.

As idades médias da mãe e do pai foram 28,6 e 31,7 anos, respectivamente. Entretanto, para ambos, o pico ocorre em torno dos 30 anos. No período de quase 20 anos, a idade média das mães no Estado de São Paulo ampliou-se em 2,9 anos.

A fecundidade da mulher paulista oscilou em torno de 1,70 filho por mulher, entre 2010 e 2018, mas no período anterior, de 2000 a 2010, a variação havia sido importante, reduzindo de 2,08 para 1,68 filho por mulher.