Santos

Navio histórico Professor Besnard afunda no Parque Valongo, em Santos; VÍDEO

Embarcação usada em pesquisas oceanográficas estava atracada na área portuária da cidade

Luna Almeida

Publicado em 13/03/2026 às 22:10

Atualizado em 13/03/2026 às 22:16

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O Professor W. Besnard foi utilizado por cerca de quatro décadas em pesquisas do Instituto Oceanográfico da USP / Divulgação/Raimundo Rosa

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O navio oceanográfico Professor W. Besnard afundou na noite desta sexta-feira (13) na região do Parque Valongo, no porto de Santos.

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A embarcação histórica estava atracada no local quando acabou submergindo parcialmente. O navio estava há anos parado na área portuária e apresentava sinais avançados de deterioração, com o casco afetado pela ferrugem e pela falta de manutenção.

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O caso ocorreu no início da noite e chamou a atenção de pessoas que estavam na região do porto. Até o momento, não há informações sobre feridos ou sobre possíveis impactos na operação portuária. Veja o momento abaixo:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A embarcação permaneceu por anos sem definição sobre seu destino, mesmo após diferentes propostas envolvendo restauração, doação ou reaproveitamento. momnto abaixo

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Navio marcou a história da pesquisa oceanográfica no Brasil

Construído na Noruega e entregue ao Brasil em 1967, o Professor W. Besnard foi utilizado por cerca de quatro décadas em pesquisas do Instituto Oceanográfico da USP, ligado à Universidade de São Paulo.

A embarcação recebeu o nome do cientista Wladimir Besnard, um dos responsáveis pela criação do então Instituto Paulista de Oceanografia, posteriormente incorporado à universidade.

Ao longo de sua trajetória, o navio participou de mais de 150 expedições científicas e coletou cerca de 50 mil amostras de organismos marinhos. Entre as missões históricas está a primeira expedição brasileira à Antártida, realizada na década de 1980.

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Em 2008, a embarcação sofreu um incêndio quando estava ancorada na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, e posteriormente foi transferida para o porto de Santos.

Anos depois, em 2016, a Universidade de São Paulo doou o navio para a prefeitura de Ilhabela, com a proposta de que fosse afundado de forma controlada para se transformar em um recife artificial, projeto que nunca chegou a ser executado.

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