Museu Porto de Santos / Divulgação
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O Museu do Porto, em Santos, reúne documentos, equipamentos e objetos que retratam a história da construção do Porto Organizado e da atuação da Companhia Docas de Santos (CDS). Instalado em um casarão de estilo vitoriano de 1902, no bairro do Macuco, o espaço tem entrada gratuita e funciona de segunda a sábado, das 9h às 17h, na Avenida Rodrigues Alves, esquina com a Rua João Alfredo.
O edifício foi construído originalmente para servir de residência ao inspetor-geral da Companhia Docas, Ismael de Souza, e mais tarde passou a abrigar o escritório administrativo da empresa. Inaugurado em 1º de setembro de 1989, o museu preserva parte relevante da memória técnica, administrativa e social associada à implantação do maior porto da América Latina.
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O acervo inclui documentos históricos, biblioteca especializada e equipamentos utilizados nos primeiros metros de construção do cais. Além disso, telefones antigos, máquinas de escrever, aparelhos oftalmológicos, lanternas de navios e instrumentos de trabalho integram a exposição permanente, disponível em diferentes áreas da atividade portuária.
Já na parte interna, o visitante encontra módulos dedicados à evolução do porto, engenharia, operação portuária, ferrovias, oficinas mecânicas, segurança do trabalho, medicina ocupacional, informática e atividades administrativas. Ainda há seções voltadas a Inspetoria Geral, as autoridades ligadas à história do porto, bem como homenagens a trabalhadores e técnicos que atuaram na formação do complexo portuário.
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Parte do acervo é dedicada ao pintor Benedicto Calixto, com imagens e referências a obras inspiradas nos antigos trapiches e na paisagem portuária. O museu também retrata a chegada do navio inglês Nasmyth, que em 2 de fevereiro de 1892 inaugurou os primeiros 260 metros de cais acostável na região do Valongo.
No porão do casarão, um dos destaques é um tetraciclo de 1902, utilizado para fiscalizar as obras do porto sobre os trilhos. O espaço também reúne equipamentos de segurança, ferramentas e peças de modelagem empregadas nas construções do início do século 20.
Em outro espaço do museu, no jardim externo, estão algumas das principais relíquias como a lancha Igara (1926), que fora empregada em visitas técnicas, e o bico de proa do navio Air Giorgis, que naufragou em 1974 e permaneceu submerso no estuário por 25 anos antes de ser resgatado. A exposição ainda contempla uma bússola datada de 1892 e o conjunto um sino que marcava a jornada de trabalho no século passado.
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E não para por aí. O museu também exibe a locomotiva alemã movida a carvão Lavoura (1889), que era usada no transporte dos primeiros blocos de pedra do cais e operou no transporte de pessoas e cargas na Usina Hidrelétrica de Itatinga até meados de 1988. A locomotiva foi restaurada recentemente pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF).
Além das exposições, o Museu do Porto integra o roteiro de visitas técnicas ao Porto de Santos. As opções incluem passeios guiados pelo canal do porto, com ou sem palestra na sede da Fundação CENEP, que aborda a história e as perspectivas futuras do maior complexo portuário da América Latina. As visitas têm duração entre duas e três horas e meia e comportam até 90 participantes por grupo.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (13) 3202-6565 ou no site da Fundação CENEP, responsável pela organização das visitas técnicas. Confira algumas imagens abaixo.
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