Movimento de oposição ao prefeito Paulo Alexandre vai para as redes e para as ruas

Movimento de oposição fala em garantir uma administração municipal técnica

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17 JUN 2016Por Carlos Ratton09h30
Membros do movimento estão aglutinando lideranças comunitárias, empresarias e políticas do municípioMembros do movimento estão aglutinando lideranças comunitárias, empresarias e políticas do municípioFoto: Matheus Tagé/DL

“Estamos em tratativas com o vereador Evaldo Stanislau (Rede) e com a ex-deputada Telma de Souza (PT) no sentido de reforçar o amplo movimento de oposição que, a partir de hoje, vai usar as redes sociais, buscar apoio de lideranças de bairros, de entidades de classe, comerciais, empresariais e políticas no sentido de mostrar ao santista que existe, sim, uma nova opção para administrar Santos nos próximos quatro anos”, afirmou ontem o consultor empresarial Moysés Fernandes, pré-candidato do DEM a prefeito, inconformado entre outras coisas com as mais de 300 obras paradas no município.

Fernandes esteve ontem no Diário do Litoral, junto com o produtor audiovisual Victor Panchorra e o engenheiro Rui Del Trono, ambos do PSL, e o professor e líder religioso Genival Bezerra (PSDC), anunciando a articulação política que, segundo eles, deve contar com apoio do PRP e do PDT, do jornalista Paulo Schiff.

“Nossa força estará nas propostas. Por isso, gostamos de falar que somos um movimento de proposição. Queremos uma gestão técnica para a cidade. Hoje, o que existe é gestão política repleta de equívocos administrativos”, afirma Victor Panchorra.

O grupo pretende iniciar um trabalho de informação e conscientização pública sobre o que consideram “falhas” da atual Administração Paulo Alexandre Barbosa, envolvendo entre outros pontos “obras inacabadas, gastos desproporcionais com projetos e pessoal não concursado (o já conhecido Escândalo dos Chequinhos), distribuição de cargos, falhas na área da saúde, da educação e uso excessivo de propaganda via Diário Oficial”.

“A população já percebeu isso, mas não aparecia uma opção. Agora, além do Moysés, tem também o Marcelo Del Bosco (PPS). Estamos buscando uma aliança com sete partidos para ter o mesmo tempo de televisão que o PSDB. Alguns partidos da base de sustentação do atual prefeito, descontentes com a gestão, também já sinalizaram uma possível composição com o movimento”, disse ­Bezerra.

O engenheiro Rui Del Trono disse que uma das ações do movimento é tirar os vereadores da chamada ‘zona de conforto’. Trono afirma que os parlamentares serão pressionados a fiscalizar o Executivo. “A partir de agora, o movimento vai cobrar pelo menos o básico dos vereadores”.

Segundo turno

Um dos objetivos do movimento é abrir possibilidade de um segundo turno eleitoral. “Se for ratificada a minha candidatura e a do Marcelo Del Bosco, teremos pelo menos mais duas opções, o que será importante para uma futura discussão de projetos para a cidade. O santista vai ter o direito de conhecer um novo caminho. Santos pode deixar de ter uma gestão política e ganhar uma gestão profissional e empresarial. A sociedade santista já percebeu que o atual modelo não serve mais”, finaliza Moysés Fernandes.