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SANTOS

Mais de 110 focos de mosquito são eliminados em mutirão contra o Aedes em bairro de Santos

O trabalho dos agentes começou às 9 horas, quando eles foram divididos em grupos

Da Reportagem

Publicado em 11/01/2023 às 22:12

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Focos de mosquito da dengue são eliminados / Divulgação/ PMS

Setenta e oito agentes de combate a endemias fizeram uma varredura em imóveis e em espaços públicos no Boqueirão, em Santos, na manhã desta quarta-feira (11), durante o 2º Mutirão de Combate ao Aedes aegypti da Cidade, em 2023. Em cerca de seis horas, foram vistoriados 2.931 unidades e eliminados 115 focos de larvas de mosquitos pelos profissionais da Seção de Controle de Vetores (Secove) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

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O trabalho dos agentes começou às 9 horas, quando eles foram divididos em grupos, a partir do ponto de concentração na orla, entre a Avenida Conselheiro Nébias e a praia. A partir daí, passaram a atender a todo o bairro. 

Bueiros, pratinhos de plantas em áreas externas de calçadas, ralos, locais em áreas comuns de prédios, quintais de casas ou mesmo espaços que possam acumular água em apartamentos. Nada escapou de uma ampla vistoria em busca de focos de larvas do Aedes aegypti ou de criadouros do mosquito, seja em qualquer etapa de desenvolvimento antes da fase adulta (ovo, larva e pupa), além dos espaços com potencial para geração e procriação do inseto.

Tanto que os 115 focos com larvas eliminados foram encontrados em recipientes como ralos externos, calha, piscina, balde, poça d'água, tampa de lixeira, prato de planta, regador e ralo interno. 

A professora aposentada Silvia Aguiar recebeu a equipe em seu apartamento e fez questão de ressaltar como cuida de todos os ambientes, sem deixar água parada em nenhum canto da residência. Ela conta que já teve dengue e que não deseja que ninguém mais sofra com a doença. Por isso, reforça a importância da realização de mutirões de combate ao mosquito.

"Sempre recebo os agentes. É muito importante porque tem muita gente que não tem a consciência de fazer a prevenção. São atitudes simples como colocar areia em um vaso, por exemplo, e que evitam uma doença que pode até levar a óbito. Se todo muito colaborasse, não teríamos mais casos. Aqui em casa a gente cuida muito bem disso". 

Ana Paula de Toledo é fisioterapeuta intensivista no Hospital Emílio Ribas e também destaca a importância da prevenção e de campanhas de alerta à população. Ela reforça ainda a necessidade de as pessoas colaborarem com os mutirões atendendo os profissionais que atuam no combate ao Aedes aegypti.

"Com os agentes vindo identificados e nós podendo ter a segurança de ver que estamos realmente recebendo um profissional de combate à dengue, é muito importante abrir a porta. Sou da área da saúde, trabalho em um hospital de doenças infectocontagiosas, então vemos que nessa época do ano tem muitos pedidos de vagas por causa de dengue, chikungunya".

A chefe técnica da Secove, Ana Paula Favoreto, ressalta ainda que o verão, com tempo quente e chuva, é a estação preferida do Aedes. "Este tempo é ótimo para eles se proliferarem, porque a temperatura aumenta e os ovos eclodem mais rápido. Tanto que eles podem nascer de 7 a 10 dias".

Ela relembra ainda que o principal fator para a proliferação do mosquito é ter água parada em recipientes. Por isso, fique atento a potinhos ou outras vasilhas e objetos que possam acumular água. E o exemplo clássico, segundo Ana Paula, é o ralo. 

"O tratamento deve ser feito semanalmente com o produto que tiver em casa, como cloro e água sanitária. O ideal é também escovar as paredes do ralo, porque o mosquito fêmea do Aedes deposita os ovos ali. Depois vêm vasos e plantas. Vale ressaltar que o pratinho também deve ser escovado. Com essa ação, elimina-se os ovos e não nasce mosquito", diz a chefe técnica da Secove.

PENDÊNCIAS

Os agentes retornarão no sábado, a partir das 9h, ao bairro para verificar os imóveis em que não havia ninguém e não puderam ser visitados. Vale destacar que os profissionais trabalham uniformizados com colete verde e têm crachá de identificação. Eles vistoriam as áreas comuns das casas e, nos edifícios, as áreas comuns, garagens, apartamentos do primeiro andar e coberturas.

Em 2022, Santos registrou 369 casos de dengue e 313 de chikungunya. Os dados ainda não são definitivos, mas representam uma diminuição de 91,7% e 95,7% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 4.461 e 7.373 casos das doenças, respectivamente. Além disso, o Município não teve nenhuma morte por doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

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