Festa de Iemanjá atrai milhares de devotos para procissão na orla de Santos

Devotos da Rainha do Mar lotam trechos da Ponta da Praia

Devotos da Rainha do Mar lotam trechos da Ponta da Praia

Devotos da Rainha do Mar lotam trechos da Ponta da Praia | Marcelo Martins/PMS

Sentimentos de fé e devoção marcaram a 23ª Festa de Iemanjá, realizada na tarde deste domingo (5), na Ponta da Praia, em Santos. Celebrando o orixá feminino (divindade africana) das religiões Candomblé e Umbanda, o evento reuniu cerca de três mil pessoas entre devotos e simpatizantes nas areias santistas.

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Com o comando do babalorixá Marcelo de Logunedé, a festa contou com apresentações artísticas e a chegada de presentes a Iemanjá, sobretudo rosas e buquês de variadas cores. Em seguida, uma carreata com as oferendas e a estátua da Rainha do Mar partiu da Avenida Bartolomeu de Gusmão, na altura do Canal 6, rumo à Ponte Edgard Perdigão.

No local, sob cânticos africanos e salva de palmas, a procissão desembarcou em escunas, finalizando assim a entrega dos presentes na baía de Santos. A divindade africana tem seu dia comemorado em 2 de fevereiro.

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“A Festa de Iemanjá é um evento plural, que reúne diversos tipos de pessoas e valoriza o nosso povo. O Brasil é um país com diversas etnias, riquíssimo culturalmente, e todas elas precisam ser protagonistas”, destacou o babalorixá e coordenador da festa.

Devota de Iemanjá, a servidora pública Maria Emília Rodrigues, 48 anos, estava entre as milhares de pessoas que acompanhavam a celebração.

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Para ela, a tradicional festa demonstra a popularidade das religiões de matrizes africanas e, ao mesmo tempo, exibe o combate ao preconceito religioso.

“Temos pessoas do Brasil inteiro nesta festa. Essa celebração mostra a igualdade entre todos e é uma luta contra a intolerância às religiões, algo que vimos de forma mais frequente nos últimos anos. A festa de Iemanjá simboliza a fé e a devoção”, salientou a moradora do José Menino.

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A luta por igualdade também foi destacada pela aposentada Joceli Mendes, 64. Espírita, participa todos os anos da festa, evento que, segundo ela, traz a possibilidade de mais conhecimento a toda população.

“Gosto de dizer que as pessoas precisam conhecer todas as culturas. Por ser aberta ao público, a festa cultiva essa chance e ajuda na quebra do preconceito, até porque muita gente ainda mistifica essa celebração a Iemanjá”.

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CURIOSIDADE

O nome Iemanjá tem origem nos termos do idioma Yorubá “Yèyé omo ejá”, que significa “mãe cujos filhos são como peixes”. Por ser tida como a matriarca de quase todos os orixás, a divindade é associada à maternidade e à fecundidade, sendo uma das mais cultuadas e reverenciadas pelos praticantes de religiões de matrizes africanas. Iemanjá também é considerada protetora dos pescadores e jangadeiros.