Falta de segurança é principal preocupação da população

Pesquisa DL/Opinião aponta principais reclamações e pedidos dos santistas para a próxima administração

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22 MAI 2016Por Diário do Litoral09h30
Pesquisa DL/Opinião ouviu 415 pessoas entre os dias 9 e 11 de maio. População cita, em levantamento, preocupações em diversas áreas e também com a AdministraçãoPesquisa DL/Opinião ouviu 415 pessoas entre os dias 9 e 11 de maio. População cita, em levantamento, preocupações em diversas áreas e também com a AdministraçãoFoto: Matheus Tagé/DL

A falta de segurança e de policiamento é a principal preocupação do santista. Isto é o que aponta a pesquisa feita pelo Instituto Opinião Pesquisa, Análise e Consultoria Ltda a pedido do Diário do Litoral.

A pesquisa ouviu 415 pessoas entre os dias 9 e 11 de maio. A margem de erro para o total da amostra é de 4,9%, para mais ou para menos, considerando-se o coeficiente de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada com o número SP-02188/2016 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para os entrevistados, 21,2% acreditam que a falta de segurança e ausência de policiamento é o principal problema de Santos e que este fator é o que mais prejudica a vida dos munícipes.

Em segundo lugar está a precariedade na saúde pública, com 18,6%. Um dos principais equipamentos da área que tem sofrido críticas é a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ­Central.

No último dia 13, o Diário do Litoral publicou uma reportagem onde o médico Anderson Silva Mendes relata a fragilidade do equipamento. O profissional foi quem localizou , acidentalmente, um paciente morto no banheiro da unidade, segundo ele acredita, por conta das características do corpo e da ocorrência, por infarto fulminante.

Mendes também relatou falta de várias medicações e que o sistema de informatização dos consultórios e sala de medicação não funcionava como o prometido na inauguração do ­equipamento.

Em terceiro lugar estão as enchentes e os ­alagamentos, com 12,3%. O problema não é novo na cidade e atinge, principalmente, a entrada de Santos e a Zona ­Noroeste.

Em 2013, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) deu prosseguimento ao projeto Santos Novos Tempos. As obras de macrodrenagem prometiam acabar com as históricas enchentes da Zona Noroeste, conter encostas de morros e construir moradias para famílias que vivem em áreas de risco.

À época, o chefe do Executivo disse que, em dois anos e meio, as obras seriam entregues à população da Zona Noroeste. Entretanto, o projeto sofreu diversos atrasos e ainda não foi concluído.

O Ministério Público Federal abriu uma investigação em março para apurar possíveis irregularidades no desenvolvimento e execução do Programa Santos Novos Tempos. O procurador da República Thiago Lacerda Nobre instaurou inquérito civil público para apurar de forma minuciosa onde e como foram aplicados os US$ 24,5 milhões destinados à primeira fase do ­programa.

Na sequência está a preocupação com o excesso de trânsito e a desorganização, com 9,4% dos entrevistados. O desemprego ocupa a quinta colocação, com 6,3%.

A má conservação das vias e os buracos, com 4,6%. Recentemente, a Prefeitura de Santos mapeou as ruas da cidade e estabeleceu um cronograma de pavimentação que prevê atingir a marca de 235 vias até o final do ano.

Segundo a Administração, é a primeira vez que Santos realiza intervenções dessa amplitude na infraestrutura do município.

A iniciativa, em execução há pouco mais de três anos, abrange 27 bairros, beneficiando 334,5 mil moradores.

Outros problemas citados são o transporte (lotação, custo e frequência), alto custo de vida, limpeza pública e lixo nas vias, moradores de rua e falta de abrigo, falta de habitação popular, má qualidade da educação e carência de iluminação pública.

Também houveram críticas à Administração como a má gestão (1,5%), corrupção e desvio de verbas (1%), obras inacabadas e desnecessárias (0,7%) e falta de infraestrutura na cidade (0,7%).

Já 4,8% dos entrevistados apontaram outros problemas. Para 4,1% dos ouvidos no levantamento não há nenhum problema no município. Outros 2,4% dos entrevistados não souberam responder.

 

Hoje, em sua opinião, qual é o principal problema da cidade
de Santos que mais prejudica a vida de seus moradores?

População anseia por mudanças na gestão

No início da última semana, o Diário do Litoral publicou os primeiros números da pesquisa ­sobre o cenário eleitoral de Santos feita pelo Instituto Opinião Pesquisa, Análise e Consultoria Ltda.

Os números mostraram que o eleitor de Santos quer mudança na administração municipal. O levantamento apontou que 52% dos entrevistados desejam uma nova administração, enquanto 33% optaram pela continuidade.

Os que são indiferentes somam 5% e os que não souberam opinar, 10%.

Já entre escolher um candidato da situação e outro da oposição, os entrevistados ficaram dividos, sendo que 36% preferem a situação e 35% um candidato opositor. Na pesquisa, 11% são indiferentes e não souberam responder, 18%.

Prefeito

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) lidera a pesquisa estimulada para candidato a prefeito. O tucano obteve 40% das intenções de voto. Ele é seguido por Telma de Souza (PT) com 18% e Marcelo del Bosco (PPS), com 10%. Na sequência estão Antônio Carlos Banha ­Joaquim (PMDB), com 6%, e Evaldo Stanislau (Rede), com 3%.

Já o número de pessoas que pensa em anular o voto nesse cenário é de 16%. Indecisos ­somam 7%.

O vereador pelo PPS aparece em primeiro lugar entre uma segunda opção de voto, com 16,63%. Depois seguem Banha (13,49%), Telma (9,16%), Paulo Alexandre (7,47%) e Evaldo Stanislau (5,06%). Neste cenário, a pesquisa aponta que os entrevistados que preferem anular o voto ­somam 37% e os ­indecisos, 12%.

Rejeição

Apesar de aparecer em segundo lugar no levantamento, Telma de Souza é a que possui maior índice de rejeição entre os entrevistados, com 43,86%.

O parlamentar Antônio Carlos Banha Joaquim é o segundo mais rejeitado pelo eleitorado, com 24,10%.

Empatados em terceiro lugar estão Paulo Alexandre Barbosa e Evaldo Stanislau, ambos com 18,31%.

Marcelo del Bosco possui o menor índice entre os canditados citados na pesquisa, com 11,33%.

Os que rejeitariam todos os nomes somam 9%. Já 5% não rejeitariam nenhum. Os entrevistados que não souberam responder são 4%.

Vereador

Na pesquisa espontânea para vereador, Antônio Carlos Banha Joaquim (PMDB) obteve 3,1% das intenções de voto. Na sequência aparecem os vereadores ­Manoel Constantino (PSDB), presidente da Câmara de Vereadores, e Marcelo del Bosco (PPS), com 1,5% cada.

Também parlamentares, Benedito Furtado (PSB) e Kenny Mendes (PSDB) obtiveram 1,2%. Com 1% aparecem Jorge Vieira da Silva Filho, o Carabina (PSDB) e Telma de Souza (PT).

Com mais de 0,5%, também foram citados Geonísio Aguiar, o Boquinha (PSDB), Chico do ­Settaport (PT), Rui de ­Rosis (PMDB), Sadao Nakai (PSDB), Sérgio Santana (PR), Zequinha Teixeira (PSD) e Vicente ­Cascione.

Os indecisos somaram 35%. Entre os que anulariam o voto ou não votariam em ninguém para vereador estão 34%.

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