Estivadores protestam contra mudanças no setor portuário em Santos; VÍDEO

Sindicato se posiciona contra PL 733/2025 e alerta sobre riscos de desemprego e precarização do trabalho no Porto de Santos

Para os trabalhadores, a proposta ameaça empregos, fragiliza direitos e pode afetar toda a economia

Para os trabalhadores, a proposta ameaça empregos, fragiliza direitos e pode afetar toda a economia | Jonatas Oliveira / Diário do Litoral

Na tarde desta quinta-feira (5), a Rua João Pessoa, no Centro de Santos, foi palco de uma manifestação promovida pelo Sindicato dos Estivadores. O motivo do protesto é o Projeto de Lei 733/2025, que propõe mudanças significativas na regulação do sistema portuário brasileiro.

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Para os trabalhadores, a proposta ameaça empregos, fragiliza direitos e pode afetar toda a economia da Baixada Santista. Veja o protesto no vídeo abaixo:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A equipe do Diário do Litoral esteve no local e conversou com Anderson Freitas, diretor do Sindicato dos Estivadores. Ele foi categórico ao explicar o impacto que a medida pode trazer para a cidade.

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“Esse movimento é a respeito do PL que tenta precarizar o trabalho no Porto de Santos, acabando com mar, terra, em geral… e isso vai trazer muito desemprego para a cidade e muitas lojas vão acabar fechando. O porto é a entrada do lucro, é o PIB do mercado brasileiro, e nós estamos aqui reivindicando nossos direitos”, afirmou.

De acordo com Anderson, o ato começou em frente à sede do sindicato e seguiu em direção ao prédio da Leone, interrompendo o tráfego na João Pessoa na praça Rui Barbosa.

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A mobilização, segundo ele, deve continuar na manhã desta sexta-feira (6), quando será realizada uma assembleia às 7h. Nela, os trabalhadores devem decidir os próximos passos do movimento, incluindo a possibilidade de greve ou paralisação.

O que propõe o PL 733/2025

De autoria do deputado Leur Lomanto Júnior (UNIÃO/BA), o Projeto de Lei 733/2025 propõe um novo marco regulatório para o setor portuário brasileiro, revogando a atual Lei nº 12.815/2013. 

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A proposta tem gerado polêmica, especialmente entre os trabalhadores dos portos públicos, como os do Porto de Santos.

Entre os principais pontos da PL estão a transferência de competências da União para a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), inclusive para concessões de portos privados, além do aumento da autonomia das autoridades portuárias locais. 

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Essa mudança, segundo especialistas, pode representar uma descentralização da gestão portuária, mas também levanta dúvidas sobre a fiscalização e a proteção aos trabalhadores.

Outro destaque do projeto é a criação de uma Câmara de Autorregulação e Resolução de Conflitos, que poderá definir normas e resolver disputas entre empresas e trabalhadores do setor. 

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Essa medida busca maior eficiência, mas causa preocupação entre os sindicatos, que temem perda de espaço na negociação de direitos trabalhistas.

Além disso, a PL também altera profundamente o regime de trabalho nos portos públicos. Uma das mudanças mais criticadas é a flexibilização na contratação de trabalhadores portuários, que deixariam de ser intermediados exclusivamente pelo OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra). 

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O sindicato vê nessa alteração um risco de precarização e fragilização da categoria.

Enquanto a proposta aguarda tramitação nas comissões da Câmara dos Deputados, os trabalhadores seguem mobilizados e alertam: as mudanças podem atingir em cheio a economia do litoral paulista, altamente dependente das atividades portuárias.