Estádios em Santos podem ficar sem Polícia Militar

Santana argumenta que o efetivo presente na cidade não suporta a atividade de realizar o policiamento em jogos de futebol sem prejudicar o bom patrulhamento

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14 JUN 2016Por Da Reportagem11h00
Proibição de uso do efetivo da PM de Santos em jogos  pode colocar em xeque partidas dentro da Vila BelmiroProibição de uso do efetivo da PM de Santos em jogos pode colocar em xeque partidas dentro da Vila BelmiroFoto: Matheus Tagé/DL

O vereador Sergio Santana (PR) apresentou ontem, na sessão da Câmara de Santos, um requerimento para que fosse enviada uma moção de apoio ao secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, para que policiais militares lotados na região do Comando de Policiamento do Interior 6 (CPI-6) não atuem em estádios de futebol em Santos em dias de ­jogos.

No requerimento, o parlamentar, que é policial militar de ofício, inclui também policiais do 6º Batalhão da Polícia Militar do Interior (6º BPMI).

Santana argumenta que o efetivo presente na cidade não suporta a atividade de realizar o policiamento em jogos de futebol sem prejudicar o bom patrulhamento nas demais localidades do município. Atualmente, a PM atua, principalmente, em jogos do Santos, na Vila Belmiro. A corporação também é requisitada para partidas da Portuguesa Santista, no estádio Ulrico Mursa, e do Jabaquara, no estádio Espanha.

Sergio Santana exemplificou que um evento como uma partida de futebol na Vila Belmiro precisa de 50 policiais militares. Com isso, é preciso tirar funcionários que estavam de folga para realizar o evento. O que leva a um outro problema para a corporação que, mais à frente, precisará compensar o dia trabalhado pelo policial.

O vereador também estimou que o efeitvo policial em Santos seja, aproximadamente, de 600 policiais. Ele considera que o número é baixo para atender as partidas sem causar prejuízo para a população.