O skate é uma atividade que, nos dias de hoje, ultrapassou as barreiras de um simples hobby, se tornando um estilo de vida, uma forma de expressão artística e uma poderosa ferramenta de resistência urbana.
No Brasil, a prática chegou primeiro ao Rio de Janeiro, ainda nos anos 60, trazida por brasileiros que estavam no exterior e se interessaram pela atividade.
Hoje, na Baixada Santista, o skate faz parte da identidade cultural da região, com jovens ocupando ruas e pistas.
Quando o skate foi proibido no brasil
No início, a prática era extremamente mal vista, sendo frequentemente taxada como atividade marginal. Em São Paulo, em 1988, o então prefeito Jânio Quadros criou uma lei que proibia o skate na cidade.
A justificativa era a desordem e os danos ao patrimônio público. A lei foi revogada no ano seguinte, em 1989, pela prefeita Luiza Erundina.
De “crime” a esporte olímpico
Com o tempo, o crescimento da prática transformou o hobby em algo maior. Em 2016, o Comitê Olímpico Internacional aprovou a inclusão do skate no Programa Olímpico.
O objetivo era rejuvenescer a audiência e conectar os Jogos à cultura jovem e urbana.
Popularização do skate na Baixada Santista
Na região, a prática ganhou força com o cantor Chorão. Tanto nas músicas, quanto no palco e nos clipes, o skate sempre esteve presente.
Sua influência fez com que muitos jovens de Santos, nos anos 2000, passassem a se interessar pelo esporte.
Em pouco tempo, ruas e ciclovias estavam cheias de skatistas. Em 2004, a cidade de Santos recebeu a Chorão Skate Park, uma pista indoor administrada pelo próprio cantor.
Em 2013, após a morte do artista, a pista foi fechada e, no ano seguinte, demolida. Anos depois, a Prefeitura inaugurou o Skate Park Chorão, em homenagem ao cantor.

Atletas olímpicos da região
Desde a inclusão do esporte no Programa Olímpico, o Brasil já levou cerca de 12 atletas.
A primeira medalha do país veio com o skatista Kelvin Hoefler, natural de Itanhaém e criado no Guarujá.
Ele conquistou a prata no skate street nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.
Influência do skate na atual realidade
Hoje, o que já foi visto como desordem ocupa pistas públicas, campeonatos e até o pódio olímpico.
Na Baixada Santista, o skate deixou de ser apenas uma alternativa ao mar calmo e se tornou parte da paisagem urbana e da identidade local.
Entre rodas gastas no asfalto e novas gerações que surgem a cada esquina, o que começou como improviso segue em movimento e ocupa, hoje, o centro da cultura e do esporte brasileiro.
