Navio de passageiros chega a Santos com caso de suspeita de sarampo à bordo

Segundo informações, a Administração Portuária do Rio deveria ter iniciado os procedimentos de segurança na última quinta-feira (22), pois foi o primeiro porto de atracação do navio.

Comentar
Compartilhar
24 NOV 2018Por Carlos Ratton11h21
MSC Fantasia está no Porto de Santos pela 1ª vez.MSC Fantasia está no Porto de Santos pela 1ª vez.Foto: Divulgação

O navio de passageiros MSC Fantasia, de origem italiana, está atracado desde as 17h30 da última sexta-feira (23) no Porto de Santos com um caso a bordo de uma criança com suspeita de sarampo. Ainda não há informações se a doença foi contraída antes do embarque e só se manifestado durante a viagem ou adquirida no próprio navio, que veio do Rio de Janeiro. 

De qualquer forma, a situação foi descoberta no Porto de Santos, onde a Vigilância Sanitária e autoridades municipais já se encontram para controlar a situação.

A embarcação possui 1.271 tripulantes e 2.275 passageiros desembarcando em Santos. Segundo informações, a Administração Portuária do Rio deveria ter iniciado os procedimentos de segurança na última quinta-feira (22), pois foi o primeiro porto de atracação do navio.

Desde as primeiras horas da manhã deste sábado, técnicos da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Secretaria de Saúde de Santos estão no terminal para examinar a cabine e as áreas do navio em que a criança possa ter circulado. 

A frente da Secretaria de Saúde está Marcelo Brenna, chefe do Departamento em Saúde, em substituição da titular Ana Paula Valeiras. Ele deverá passar mais informações nas próximas horas.

A empresa nega que possa haver um surto da doença dentro da embarcação e revelou que a equipe médica do navio prestou atendimento a uma família, cuja criança de um ano e meio apresentou sintomas de uma potencial infecção. 

Também informou que está examinando outros passageiros próximos da cabine da família, que, conforme a MSC, foi isolada e higienizada duas vezes ao dia, conforme recomendações de segurança sanitária.
O sarampo é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus chamado Morbillivirus. 

 

A enfermidade é uma das principais responsáveis pela mortalidade infantil em países subdesenvolvidos. Seus sintomas incluem febre e manchas no corpo e o tratamento é feito para atenuar estes sintomas.

Altamente contagioso, o sarampo é propagado por meio das secreções mucosas (como a saliva, por exemplo) de indivíduos doentes para outros não-imunizados. O período de incubação dura em média 10 dias, mas pode variar de 7 a 18 dias. Isto significa que esta é a média de tempo desde a data da exposição ao vírus até o aparecimento dos sintomas.

A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções do nariz e da boca expelidas pelo doente ao tossir, respirar ou falar. Por isso, quem reconhece os sintomas do sarampo precisa se consultar com um médico. Se a doença for confirmada, deve evitar o contato com pessoas não infectadas. 

Ficar em locais fechados junto com uma pessoa doente facilita a transmissão do vírus do sarampo.
As vacinas para o sarampo são dadas na infância, e isso fez com que, em 2016, o Brasil tenha recebido da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. 

No entanto, em 2018 o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas, com mais de mil casos confirmados. 

Não há uma causa específica para o Sarampo. O vírus ainda circula por não ter uma população completamente imune. 

Os surtos de sarampo ocorrem devido a fluxos de pessoas suscetíveis ao sarampo, ou seja, que não foram vacinadas, e também à diminuição da cobertura vacinal nos últimos anos.