A marca também evoluiu no cardápio, incorporando tendências como poke, sushi burrito e sushi dog / Isabella Fernandes/DL
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Na Baixada Santista, ir ao shopping e passar no Haru Temakeria para montar um prato no buffet por quilo já virou rotina para muitos clientes. O que hoje é um hábito consolidado começou de forma simples, em uma unidade de rua, com operação quase artesanal e muito trabalho dos próprios sócios.
Fundado em junho de 2009, o Haru Sushi e Temakeria nasceu da iniciativa de Fernando Gracioso e Tarso Passarelli. Anos depois, Felipe Gracioso entrou na sociedade e impulsionou a expansão do negócio.
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Escreva a legenda aquiAntes de ocupar praças de alimentação, o Haru funcionava em um ponto de rua com clima intimista, onde a rotina era intensa e totalmente operacional. O espaço na Rua Timbiras virou praticamente uma segunda casa para os sócios. “Eu fazia de tudo: atendia telefone, ajudava na cozinha e saía para entregar”, relembra Tarso Passarelli.
O delivery começou de forma discreta, atendendo clientes próximos, sem divulgação estruturada. As entregas eram feitas pelo próprio sócio, a pé ou de carro.
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Apesar da proximidade com os clientes e dos custos mais baixos, a operação de rua trazia desafios importantes. O movimento variava muito de acordo com fatores externos, como clima, eventos e até programas de televisão. “Se chovia, ninguém saía de casa. Final de reality show, por exemplo, o movimento caía muito. Era imprevisível”, explica Tarso.
Esse cenário contrastava com o crescimento do delivery, que já dava sinais de potencial mesmo antes da popularização dos aplicativos.
O espaço na Rua Timbiras virou praticamente uma segunda casa para os sócios. DivulgaçãoA entrada nos centros comerciais aconteceu a partir de 2012, com a expansão liderada por Felipe Gracioso. Logo depois, veio a unidade no Shopping Praiamar, hoje a mais movimentada da rede.
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Na sequência, o Haru abriu operações no Shopping Litoral Plaza e no Shopping Balneário, consolidando-se como pioneiro da culinária japonesa em shoppings na Baixada Santista. “A diferença é que no shopping o fluxo é constante. Choveu, o cliente vai para lá. Isso traz estabilidade”, afirma.
O Haru Sushi e Temakeria nasceu da iniciativa de Fernando Gracioso e Tarso Passarelli. Anos depois, Felipe Gracioso entrou na sociedade. DivulgaçãoMesmo com a expansão, a unidade original seguiu ativa por anos, até que os custos começaram a pesar e o desempenho caiu. “A gente ainda tinha movimento, mas não se pagava mais. Foi uma decisão de sobrevivência”, diz Tarso.
O fechamento aconteceu pouco antes da pandemia, por volta de 2019, marcando o fim de um ciclo importante na história da marca. “Ali era minha casa. Eu morava do lado. Foi difícil fechar”, relembra.
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A nova fase trouxe outros desafios. Com operações concentradas em shopping, o Haru precisou se reinventar rapidamente durante a pandemia, investindo no delivery e digitalização. “Foi como começar de novo. A gente teve que aprender tudo, estruturar aplicativo, cardápio digital, logística”, afirma.
Mesmo com as mudanças, a essência do Haru permanece a mesma desde a época da rua com controle rigoroso de qualidade e atendimento próximo. “A gente nunca abriu mão disso. Trabalhar com peixe cru exige responsabilidade total”, destaca Tarso.
A marca também evoluiu no cardápio, incorporando tendências como poke, sushi burrito e sushi dog, além dos clássicos japoneses. “A gente sempre trouxe referências de fora, mas adaptando ao nosso jeito”, diz.
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O que começou como um pequeno restaurante de rua se transformou em uma operação estruturada, com produção em escala e clientela fiel.
Mais de 15 anos depois, o Haru Sushi e Temakeria se consolida como referência na Baixada Santista, sem esquecer as origens que deram identidade ao negócio.