Santos

Chuva pesa no bolso: verduras sobem até 30% nas feiras de Santos e peixe vira alternativa barata

Os comerciantes relatam que o excesso de chuva tem afetado tanto a produção quanto a conservação dos alimentos, o que acaba elevando os preços para os consumidores

Ana Clara Durazzo

Publicado em 11/03/2026 às 19:00

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Para economizar, muitos consumidores optam por comprar produtos no final da feira, quando os preços tendem a cair para evitar que as mercadorias retornem para casa com os comerciantes / Isabela Carrari/PMS

Continua depois da publicidade

As chuvas registradas nos últimos dias têm provocado aumento no preço de verduras nas feiras livres de Santos, no litoral de São Paulo. Os comerciantes relatam que o excesso de chuva tem afetado tanto a produção quanto a conservação dos alimentos, o que acaba elevando os preços para os consumidores.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

De acordo com feirantes, algumas verduras tiveram aumento médio de cerca de 30% nas últimas semanas. Entre os produtos mais impactados estão couve e alface, vendidas por cerca de R$ 5 a unidade. O repolho, que costumava custar aproximadamente R$ 10, chegou a R$ 15 em parte das bancas.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Chuvas no litoral de SP: Alerta continua pelos próximos 2 dias e Defesa Civil pede atenção

• Sardinha já ajudou em guerras e agora 'salvará' o bolso no Mercado de Peixes de Santos a R$ 12,99

• Peixe com sabor de camarão vira opção econômica e versátil enquanto o preço do crustáceo dispara

As condições climáticas interferem diretamente na produção agrícola. O excesso de chuva pode provocar perdas nas lavouras e também prejudicar a qualidade das hortaliças, que estragam mais rapidamente após a colheita. Além disso, o crescimento das plantas pode ser comprometido, o que leva produtores a anteciparem a colheita e reduzirem a oferta no mercado.

Entre as folhas mais afetadas estão rúcula, agrião e alface. Segundo comerciantes, o preço pago aos produtores também aumentou. A caixa com cerca de 20 pés de verduras, que antes custava aproximadamente R$ 60, passou a chegar a R$ 90.

Continua depois da publicidade

Consumidores também percebem alta nos valores de outros produtos vendidos nas feiras. O pepino, por exemplo, que costumava custar entre R$ 3 e R$ 4 o quilo, agora pode ser encontrado por cerca de R$ 5. Há ainda relatos de aumento em frutas como abacaxi, laranja e banana.

Para economizar, muitos consumidores optam por comprar produtos no final da feira, quando os preços tendem a cair para evitar que as mercadorias retornem para casa com os comerciantes. Em alguns casos, os valores também ficam mais baixos nas últimas horas de funcionamento.

Sardinha surge como opção mais barata

Enquanto verduras e frutas apresentam aumento de preço, o peixe aparece como alternativa mais econômica para quem busca proteína neste período. O Mercado de Peixes de Santos realiza a primeira edição de 2026 do festival de descontos, oferecendo sardinha a partir de R$ 12,99 o quilo.

Continua depois da publicidade

Até domingo, a redução pode chegar a 50% do valor normalmente praticado.

Segundo a Prefeitura de Santos, a iniciativa tem como objetivo incentivar o consumo de pescado fresco e valorizar uma das espécies mais populares do litoral paulista.

Muito procurada durante a Quaresma, a sardinha é considerada um alimento nutritivo, rico em ômega-3, proteínas e vitaminas, além de apresentar grande versatilidade no preparo. O peixe pode ser consumido assado, frito, grelhado ou utilizado em diferentes receitas.

Continua depois da publicidade

Localizado na Avenida Mário Covas, 3.050, na Ponta da Praia, o mercado funciona de terça a sábado, das 7h às 18h, e aos domingos, das 7h às 15h. O espaço reúne diversos permissionários que comercializam peixes frescos e frutos do mar e conta com estrutura de acessibilidade e estacionamento para cerca de 40 veículos.

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software