SEDUC

Centro de Santos: três anos sem calçadas

Algumas estão interditadas por risco de desabamento do reboco dos imóveis seculares, por exemplo.

Comentar
Compartilhar
17 JUN 2019Por Vanessa Pimentel06h02
Um dos casos envolve a calçada lateral do Teatro Coliseu desde novembro de 2016, quando um reboco caiu.Foto: NAIR BUENO/DIÁRIO DO LITORAL

Algumas calçadas do Centro de Santos perderam a função de manter em segurança os pedestres que passam pelo bairro. Isso porque, há pelo menos três anos, muitas estão interditadas devido ao risco de desabamento do reboco dos imóveis seculares.

Um dos casos envolve a calçada lateral do Teatro Coliseu desde novembro de 2016, quando um reboco se desprendeu do imóvel. Na ocasião, a Administração informou que a Secretaria de Cultura estava fazendo o orçamento do reparo. Segundo a pasta, o início da reforma e restauro do Coliseu deveria ocorrer no primeiro semestre de 2019, com valor estimado em R$ 6,5 milhões. Mas até agora nada foi feito.

Questionada novamente, a Prefeitura de Santos informou que a reforma e restauro do Teatro Coliseu estava programada para iniciar em março deste ano, com recursos de convênio firmado com o governo do Estado, em dezembro de 2018. Mas em janeiro deste ano o governador de São Paulo, João Dória, suspendeu vários convênios da Baixada Santista assinados em 2018, e a intervenção no Coliseu foi um deles.

A Prefeitura apresentou novamente o projeto, orçado em R$ 6,3 milhões, para ser executado por meio de verba Dadetur 2019.

Agora, a licitação para a obra está em andamento, e a estimativa é de que os documentos finais do convênio com o Dadetur 2019 sejam assinados até o final de julho, e a obra comece no segundo semestre deste ano.

A intervenção prevê substituição e reparos em coberturas, restauração da fachada e de todas as esquadrias externas, pintura do prédio anexo, atualização do sistema de para-raios e modernização do sistema de iluminação cênica da fachada.

A obra inclui ainda recuperação da calçada do entorno, em concreto desempenado, no padrão Calçada para Todos.

IMÓVEL PARTICULAR

Outra calçada que perdeu sua função é a da Rua Brás Cubas, esquina com a Rua João Pessoa, interditada desde 2017, após a queda de uma parte do muro de um antigo imóvel particular, fechado há seis anos.

Na época, Mário Fisori, que tem um comércio no local há mais de 30 anos, providenciou por conta própria a interdição do passeio, com medo de que mais pedaços do muro caíssem sobre os transeuntes. Dois anos depois, nada mudou.

"Há uns meses um pessoal veio vistoriar o imóvel e, pelo visto, a calçada vai continuar interditada porque o imóvel é particular e a prefeitura disse que não pode fazer nada", conta Mário.

Na época, a prefeitura informou que havia intimado o proprietário do imóvel a apresentar o laudo de autovistoria. Se o documento constatasse risco, o imóvel poderia ser restaurado ou demolido.

Questionada novamente ontem, respondeu que não há risco de desabamento e que a Secretaria de Serviços Públicos (Seserp) esteve no local há meses e retirou os elementos que poderiam gerar riscos de queda na calçada.

Quanto ao período que a calçada está isolada, disse que existem providências por parte da Secretaria de Infraestrutura e Edificações (Siedi), no entanto, a proprietária do imóvel entrou com processo de reintegração de posse devido à invasão no imóvel, e isso impede o início dos serviços e, consequentemente, a liberação da calçada.