Santos

Carnaval santista 2026 começa com brasilidades, ancestralidade e fantasia na passarela

Escolas do Grupo de Acesso e do Especial levaram à passarela enredos sobre identidade, ancestralidade, fé e fantasia na primeira noite de desfiles

Isabella Fernandes

Publicado em 07/02/2026 às 10:10

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Da celebração das brasilidades à exaltação da força feminina, passando pela ancestralidade / Divulgação/PMS

Continua depois da publicidade

Da celebração das brasilidades à exaltação da força feminina, passando pela ancestralidade, magia e fantasia, o primeiro dia de desfiles do carnaval santista de 2026 levou brilho, emoção e identidade cultural à Passarela do Samba Dráuzio da Cruz, no bairro do Castelo, na noite desta sexta-feira (6).

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Abriram os trabalhos três escolas do Grupo de Acesso — Brasil, Império da Vila e Bandeirantes do Saboó — seguidas por quatro agremiações do Grupo Especial: União Imperial, Real Mocidade, Vila Mathias e Mocidade Independência. O público acompanhou um espetáculo marcado por enredos diversos, fantasias elaboradas e forte participação das comunidades.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Carnaval 2026: sambódromo de Santos vibra com a abertura oficial nesta sexta

• Carnaval 2026 de Santos: Com ingressos esgotados, desfiles começam hoje na Passarela Dráuzio da Cruz

• Vai viajar? Hotéis em SP já batem 85% de ocupação para o Carnaval; veja destinos mais procurados

A festa continua neste sábado (7). Os portões da Passarela do Samba serão abertos às 18h, com início dos desfiles previsto para as 20h. Entram na avenida, pelo Grupo de Acesso, Imperatriz Alvinegra, Dragões do Castelo, Zona Noroeste e Sangue Jovem. Na sequência, pelo Grupo Especial, desfilam Padre Paulo, Amazonense, X-9 e Unidos dos Morros.

O carnaval brasileiro tem raízes europeias, mas ganhou identidade própria com influências africanas e indígenas. Divulgação/PMS
O carnaval brasileiro tem raízes europeias, mas ganhou identidade própria com influências africanas e indígenas. Divulgação/PMS
O carnaval não acontece só nos dias oficiais: para as escolas de samba, os trabalhos começam logo após o fim do desfile anterior, com escolha do enredo e planejamento do próximo ano. Divulgação/PMS
O carnaval não acontece só nos dias oficiais: para as escolas de samba, os trabalhos começam logo após o fim do desfile anterior, com escolha do enredo e planejamento do próximo ano. Divulgação/PMS
Cada escola tem um pavilhão oficial, tratado com respeito quase ritualístico. Divulgação/PMS
Cada escola tem um pavilhão oficial, tratado com respeito quase ritualístico. Divulgação/PMS
O carnaval movimenta bilhões de reais no Brasil e é uma das maiores festas populares do mundo. Divulgação/PMS
O carnaval movimenta bilhões de reais no Brasil e é uma das maiores festas populares do mundo. Divulgação/PMS
O desfile é avaliado por quesitos como enredo, harmonia, evolução, bateria e comissão de frente. Divulgação/PMS
O desfile é avaliado por quesitos como enredo, harmonia, evolução, bateria e comissão de frente. Divulgação/PMS
Fantasias e alegorias podem levar meses de produção e envolver centenas de profissionais. Divulgação/PMS
Fantasias e alegorias podem levar meses de produção e envolver centenas de profissionais. Divulgação/PMS
O samba-enredo muda todos os anos e é composto exclusivamente para contar a história escolhida pela escola. Divulgação/PMS
O samba-enredo muda todos os anos e é composto exclusivamente para contar a história escolhida pela escola. Divulgação/PMS
As escolas de samba surgiram no Rio de Janeiro, na década de 1920, como forma de organização das comunidades. Divulgação/PMS
As escolas de samba surgiram no Rio de Janeiro, na década de 1920, como forma de organização das comunidades. Divulgação/PMS

A abertura oficial do carnaval foi marcada pelo desfile da Corte Carnavalesca, que transformou a noite em um grande espetáculo popular. O Rei Momo Fábio Rocha Baptista, o Fábio Sorriso, a Rainha Lumara Sampaio Afonso, a Princesa Juliana da Silva Gonçalves, o Cidadão Samba Francisco Ignácio Baliza e a Cidadã Samba Conceição Simões Lotério desfilaram sob aplausos, anunciando o início da folia na Cidade.

Continua depois da publicidade

Brasil exalta identidade nacional

Responsável por abrir os desfiles do Grupo de Acesso, a escola Brasil apresentou o enredo “Hoje é dia de Brasilidades”. Com cerca de 500 componentes, distribuídos em 14 alas e um carro alegórico, a Campeoníssima levou à avenida uma celebração da diversidade cultural brasileira, destacando ritmos, cores, sabores e manifestações populares.

Carnaval 2026 de Santos: Com ingressos esgotados, desfiles começam hoje na Passarela Dráuzio da Cruz

A escola emocionou o público ao exaltar a ancestralidade, a capoeira, o artesanato, o sincretismo religioso e o legado de grandes nomes da cultura nacional, como Machado de Assis, Clarice Lispector, Tom Jobim, Cartola e Luiz Gonzaga, além de referências à arquitetura de Oscar Niemeyer.

Continua depois da publicidade

Império da Vila homenageia a força feminina

Com 700 componentes em 12 alas, a Império da Vila levou para a avenida o enredo “Maria Faces da Mulher, ‘A Força Feminina Que Une o Céu e a Terra Eis a Rainha de Todas as Eras’, Laroye!”. A escola apresentou uma ode à mulher, representada como símbolo de fé, maternidade e ligação entre o mundo material e o espiritual.

O desfile foi marcado por forte sincretismo religioso, carros alegóricos simbólicos e figurinos de cores intensas, que retrataram passado, presente e futuro, transformando a figura da “Maria” em um arquétipo universal feminino.

Bandeirantes do Saboó aposta na fantasia

Celebrando seus 30 anos, a Bandeirantes do Saboó levou à passarela o enredo “Alice no Carnaval das Maravilhas – Loucura é não sambar”. Em 10 alas e com 350 componentes, a escola adaptou personagens clássicos de “Alice no País das Maravilhas” para o universo do samba.

Continua depois da publicidade

A Rainha de Copas, o Gato de Cheshire e Alice ganharam releituras carnavalescas, enquanto o Chapeleiro Maluco deu lugar ao Ritmista Maluco, mestre de bateria da escola.

União Imperial celebra 50 anos
Abrindo os desfiles do Grupo Especial, a União Imperial comemorou seus 50 anos com o enredo “A Consagração em Orixá: Renascer em ‘União’ é a Chave da Vida”. Com cerca de 1.500 componentes, 11 alas, três carros alegóricos e um quadripé, a Águia do Marapé apresentou um desfile de forte carga simbólica e espiritual.

A apresentação destacou as religiões de matriz africana e teve como destaques à frente da bateria a atriz Viviane Araújo e a dançarina Sheila Mello.

Continua depois da publicidade

Real Mocidade exalta Santos

Com o enredo “Santos 480 Anos: ‘Mundaréu’ do Povo, Cultura em Revolução”, a Real Mocidade celebrou a história e a cultura santista. Com 1.400 componentes, a escola percorreu temas ligados à identidade da Cidade, como Nossa Senhora do Monte Serrat, o Santos Futebol Clube e a produção cultural local.

Vila Mathias homenageia Pai Felipe

A Vila Mathias levou à avenida um desfile marcado pela ancestralidade e pela resistência negra. O enredo “Rei Batuqueiro — O Som que Ecoa do Quilombo ao Carnaval” homenageou Pai Felipe, fundador do quilombo que leva seu nome no bairro da escola.

Com mil componentes em 10 alas e três carros alegóricos, a agremiação destacou a luta contra a escravidão e a contribuição histórica de Pai Felipe para a cultura e o samba.

Continua depois da publicidade

Mocidade Independência encerra com fantasia

Encerrando a noite já na madrugada de sábado (7), a Mocidade Independência levou magia e encanto à passarela com o enredo “No Reino das Fábulas… Era uma vez, o Encanto”. Guiado pelo Grilo Falante, símbolo da escola, o desfile apresentou uma viagem imaginativa por fábulas clássicas e inéditas.

Com cerca de 1.500 componentes, 12 alas e três carros alegóricos, a escola celebrou seus 50 anos e fechou a noite com emoção, alegria e a expectativa de conquistar um título inédito no Grupo Especial.

Solidariedade na avenida

Além do espetáculo, o público também pôde contribuir com ações solidárias. Nove entidades ligadas ao Fundo Social de Solidariedade participaram da festa, oferecendo alimentos e bebidas durante os desfiles.

Continua depois da publicidade

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software