Santos

Biscoito Praiano atravessa gerações e mantém viva a memória de Santos

Para muitos moradores de Santos, basta atravessar a discreta porta de uma loja na Rua Espírito Santo, no bairro Campo Grande, para voltar no tempo

Isabella Fernandes

Publicado em 22/03/2026 às 12:02

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O cheiro inconfundível que sai dos pacotes recém-preparados anuncia um clássico que atravessa gerações: o biscoito Praiano. / Isabella Fernandes/DL

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Para muitos moradores de Santos, basta atravessar a discreta porta de uma loja na Rua Espírito Santo, no bairro Campo Grande, para voltar no tempo. O cheiro inconfundível que sai dos pacotes recém-preparados anuncia um clássico que atravessa gerações: o biscoito Praiano.

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Um pedaço da história da cidade

O espaço simples, com balcão de madeira e visual praticamente intacto, guarda lembranças das antigas tardes nas praias santistas. Nos anos 1980, era comum ver ambulantes vendendo o biscoito na areia, enquanto famílias e crianças aproveitavam o dia entre o mar e o calçadão.

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A história começou em 1959, quando o imigrante português Joaquim Magalhães. Reprodução

Mas a origem do Praiano vai ainda mais longe. A história começou em 1959, quando o imigrante português Joaquim Magalhães Medeiros, ao lado de um sócio, transformou uma receita da padaria da família em um produto que se tornaria símbolo afetivo da cidade.

Receita simples, sabor marcante

Com o sucesso, a produção deixou de ser apenas parte da padaria e ganhou espaço próprio, com uma pequena fábrica e a loja que funciona até hoje no mesmo endereço.

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O preparo segue fiel à tradição: polvilho azedo, gordura e água são os únicos ingredientes. Todo o processo é feito de forma artesanal, da massa ao empacotamento, sem industrialização — um dos segredos do sabor que permanece inalterado há décadas.

O cheiro inconfundível que sai dos pacotes recém-preparados anuncia um clássico que atravessa gerações: o biscoito Praiano.A loja fica na Rua Espírito Santo, 120, no Campo Grande, e funciona de segunda a sábado, das 11h às 18h45. Isabella Fernandes/DL

Tradição que continua na família

Hoje, quem mantém o negócio é Haroldo Carlos Teixeira de Medeiros, neto do fundador. Ele é responsável por preservar a receita e garantir que o biscoito continue sendo produzido da mesma forma que conquistou gerações.

Além do Praiano, outro destaque da loja é a queijadinha, doce tradicional que reforça o clima nostálgico do lugar.

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Além do Praiano, outro destaque da loja é a queijadinha, doce tradicional que reforça o clima nostálgico do lugar. Reprodução

Mais que um biscoito, uma memória

Mais do que um simples alimento, o Praiano virou parte da identidade de Santos. Um sabor que acompanha a rotina de moradores e turistas e que carrega lembranças de diferentes épocas da cidade.

A loja fica na Rua Espírito Santo, 120, no Campo Grande, e funciona de segunda a sábado, das 11h às 18h45.
 

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