Baixada Santista segue na Zona Amarela, mas vê novos óbitos aumentarem perigosamente

Em coletiva realizada durante a tarde desta sexta-feira (15), Governo do Estado destacou que internações, casos e óbitos começaram a subir após as festas de fim de ano

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15 JAN 2021Por LG Rodrigues13h24
Leitos começam a lotar em algumas regiões do Estado de São Paulo e Governo Doria se preocupaFoto: DIVULGAÇÃO/PMRP

A Baixada Santista, assim como todo o restante do Estado de São Paulo, observou um perigoso aumento do número de óbitos em decorrência da Covid-19 neste fim da primeira quinzena de 2021. Na reclassificação feita do Plano SP durante a tarde desta sexta-feira (15) por integrantes do Governo Doria, sete regiões regrediram para a Zona Laranja ou Zona Vermelha, no caso de Marília, mas as nove cidades do litoral paulista já observam que os novos óbitos por 100 mil habitantes subiram a índices que podem vir a remanejar a Região para a Zona Laranja no futuro.

A reclassificação das regiões do Estado de São Paulo foi antecipada para a primeira quinzena de janeiro devido à observação das autoridades sanitárias de uma disparada no número de novas infecções e mortes causadas pela pandemia do novo coronavírus. Durante o início da entrevista coletiva, o governador João Doria (PSDB) comentou sobre o estado de calamidade que aflige Manaus atualmente e destacou que está prestando apoio à Região Norte do Brasil para tentar conter, ao máximo, o número de novos óbitos que se acumulam no Amazonas.

"Todos os índices da saúde: óbitos, internações e casos tiveram um incremento significativo. Casos aumentaram 5%, aumento de 2% nos óbitos e dez, 10% no aumento das internações. Por que frizo 10% nas internações e nos chama a atenção? Este é um dado atual, lembrem-se que na semana anterior tivemos um numero superior de óbitos e casos, mas eles represavam aquelas duas semanas das festividades do fim de ano e agora as internações são dados atualizados da dinâmica, da cirtulação do vírus entre nossa população. São Paulo tem 67,5% de UTIs ocupadas e a Grande São Paulo, 69% da sua ocupação. Precisamos ainda restringir mais horários e serviços, só assim diminuiremos os números de casos", afirma Jean Gorinchteyn, Secretário da saúde.

Dentre os cinco índices analisados diariamente pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Bertioga, Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá e Cubatão seguem com 43% dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dedicados a pacientes com Covid-19 em 43% e os leitos para cada 100 mil habitantes em 23,2%, ambos em áreas que classificariam a Baixada Santista para a Zona Verde. Entretanto, os três índices restantes, que têm maior peso na classificação final, seguem em áreas perigosas. Os novos casos a cada 100 mil habitantes chegaram à marca de 193,6 e as novas internações a cada 100 mil habitantes estão em 27,6. Já quando se trata dos novos óbitos por 100 mil moradores, a região caiçara tem o segundo pior índice de todo o Estado: 8,9 e só se encontra atrás de Araçatuba, que tem 9,4 e foi reclassificada para a Zona Laranja.

"É importante dizer que o Ministério Público agiu com muita contundência ao longo de todo esse processo de forma competente com mais de 100 inquéritos criminais instaurados ao longo de toda a pandemia. Portanto, a gente vai cobrar responsabilidade deles depois do episódio das festas de fim de ano porque claramente a gente pode observar o impacto que deu sobre a pandemia no Estado de São Paulo", destaca.

No fim da coletiva, Doria mostrou irritação após um tweet de uma jornalista da CNN ter revelado que 60 bebês prematuros podem ficar sem oxigênio nas próximas horas em Manaus e condenou a administração do presidente Jair Bolsonaro, o qual, segundo ele, afirmou durante a manhã que já havia feito tudo o que era possível pela capital do Amazonas e que agora estaria tudo nas mãos do Governo do Estado e da Prefeitura de Manaus.