Baixada Santista é reclassificada para a Zona Verde e se une a mais de 70% do Estado

Semanas depois de afirmar que São Paulo estava deixando 'platô', Governo Doria decide reclassificar mais da metade do Estado

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09 OUT 2020Por LG Rodrigues13h00
Baixada Santista evolui junto da Capital e outras regiões do interiorFoto: Governo do Estado de São Paulo

A Baixada Santista está reclassificada para a Zona Verde dentro dos parâmetros estabelecidos pelo Plano SP. A notícia foi divulgada logo durante o começo da tarde desta sexta-feira (9) pelas autoridades da esfera estadual durante a coletiva de imprensa concedida pelo Governo do Estado para divulgar detalhes sobre a atualização de dados referentes à pandemia do novo coronavírus nos 645 municípios de São Paulo.

O avanço das nove cidades caiçaras para a Fase 4, também conhecida como Zona Verde, já era comentada por algumas autoridades durante o fim da tarde desta quinta-feira (8). Com isso, Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão, Bertioga, Itanhaém, Peruíbe e Mongaguá passam a poder flexibilizar mais atividades econômicas.

"Todas as regiões do Estado já estão na fase verde quando se trata de ocupação de leitos de UTI. Com isso, a evolução da pandemia foi o que definiu o avanço para a Zona Verde", afirma o secretário de desenvolvimento regional Marco Vinholi.

Nas estatísticas divulgadas durante a coletiva, a Baixada Santista aparece com todos os cinco indicadores, de capacidade hospitalar e evolução da pandemia, na cor verde. Apesar disso, as autoridades alertaram que as inúmeras aglomerações registradas durante os últimos fins de semana nas praias da Região podem obrigar as autoridades a recolocar a Baixada Santista em quarentena de forma mais rígida, caso os índices se demonstrem perigosos para a população.

"Nós temos que entender que esse plano de flexibilização sempre seguiu metas e regras sanitárias do distanciamento, para que as pessoas evitem aglomerações, uso de máscaras e higienização com álcool gel. O fato das pessoas se desprenderem destas normas coloca não só elas e suas famílias em risco como o próprio plano regional. Essa é uma colocação muito clara do Governo do São Paulo de que se os índices da saúde revelarem algum risco para a população, retroceder será necessário. Estamos atentos, o que permitiu a Baixada Santista progredir foram os índices da saúde, mas se em algum momento se mostrar ameaçadora para aquela população, há necessidade de retroceder. As pessoas não podem perder o medo que tínhamos no passado", afirma Jean Gorinchteyn, Secretário da Saúde do Governo Doria.

A passagem da Baixada Santista da Zona Amarela para a Zona Verde implica em algumas mudanças, de acordo com dados explicitados pelo Plano SP no portal do Governo do Estado de São Paulo.

Shoppings Centers passam a poder ter ocupação máxima limitada a 60% da capacidade do local, durante a Fase 3, o limite era 40%. A mesma mudança também passa a valer para o setor de serviços, comércio em geral, academias de ginástica, salões de beleza e barbearias. Os estabelecimentos de consumo local, como restaurantes e bares, também contarão com ocupação máxima limitada a 60%, mas precisam respeitar o horário de fechamento às 22h caso a região esteja por ao menos 14 dias seguidos na Fase Verde.

Já eventos, convenções e outras atividades culturais passam a contar com ocupação máxima limitada a 60% da capacidade do local, mas deverão manter a obrigação de controle de acesso e hora marcada. Além disso, a venda de ingressos de eventos culturais em bilheterias físicas também pode seguir, desde que respeitados protocolos sanitários e de distanciamento. Filas e outros espaços precisam ser demarcados também respeitando a distância mínima. Todas as atividades citadas anteriormente poderão permanecer abertas por até 12 horas consecutivas.

Todas as demais atividades que geram aglomeração como festas, torcidas em estádios, baladas e apresentações musicais, entretanto, seguem proibidas e poderão ser liberadas apenas quando a região chegar à Zona Azul, também conhecida como Fase 5 do Plano SP. A próxima atualização do Plano São Paulo só deverá ser realizada no dia 16 de novembro, após o primeiro turno das eleições municipais em todo Brasil.


Regiões são as primeiras a migrar para a Zona Verde