Após Covas autorizar cloroquina em tratamentos, Santos afirma já utilizar medicação

O anuncio do prefeito de São Paulo foi realizado no meio da tarde desta quinta-feira (9)

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09 ABR 2020Por LG Rodrigues17h55
Diário do Litoral foi informado que a Secretaria de Saúde de Santos recebeu autorização do Ministério da Saúde no final de março para utilizar cloroquinaFoto: Martin Sanchez/Unsplash

No mesmo dia em que o prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciou que os profissionais de saúde da Capital irão começar a utilizar cloroquina para tratar pacientes que contraíram o coronavírus, a Secretaria de Saúde de Santos afirma que já está utilizando a medicação pelo menos desde o fim de março.

O anuncio do prefeito de São Paulo foi realizado no meio da tarde desta quinta-feira (9). De acordo com Covas, para que o tratamento com cloroquina ocorra, é preciso ter prescrição de um médico e também a aprovação da família do paciente. Atualmente, a Prefeitura de São Paulo afirma contar com estoque do remédio.

Em contato com a Secretaria de Comunicação de Santos, o Diário do Litoral foi informado que a Secretaria de Saúde de Santos recebeu autorização do Ministério da Saúde no final de março para utilizar cloroquina. O medicamento é utilizado no tratamento da malária, para casos graves de coronavírus, assim como do remédio análogo hidroxocloroquina.

A instituição afirma ainda que já existe uma nota informativa do órgão federal tratando sobre a utilização dos medicamentos. Na rede municipal de saúde de Santos, há um pequeno quantitativo do medicamento à disposição das unidades que atendem casos suspeitos e confirmados de Covid-19. Assim como no caso da Prefeitura de São Paulo, a prescrição pode ser feita com a indicação do médico responsável e a autorização do paciente ou familiar.

Apesar disso, a Secretaria de Saúde afirma que nem todos os casos demandam do uso do remédio. No caso mais recente de uma senhora de 95 anos que se curou do coronavírus, foi utilizada outra terapêutica medicamentosa. A instituição explica ainda que não existe um padrão, uma vez que os médicos estudam caso a caso de acordo com o quadro clínico associado aos sintomas. A idosa recuperada recebeu Rocefin, Azitromicina e Tamiflu.

AUMENTO.
A utilização do medicamento em São Paulo ocorre no mesmo dia em que o Brasil registrou um total de 941 mortes. O resultado marca um aumento de 17% em relação a quarta-feira (8), quando foram registrados 800 óbitos. São Paulo concentra o maior número, com mais da metade do número de mortes (495). O Estado é seguido por Rio de Janeiro (122), Pernambuco (56), Ceará (55) e Amazonas (40).