Aos 480 anos, Santos segue se reinventando e ampliando seu papel para além do turismo / Divulgação/Unisantos
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Aos 480 anos, Santos segue se reinventando e ampliando seu papel para além do turismo. Com mais de 10 instituições de ensino superior, a cidade se consolida como um dos principais polos universitários da Baixada Santista, atraindo jovens de diferentes regiões do país em busca de formação acadêmica e novas oportunidades.
A variedade de cursos presenciais e à distância, aliada à qualidade do ensino e às possibilidades de inserção no mercado de trabalho, faz com que muitos estudantes deixem suas cidades natais para iniciar a vida universitária no município. Em muitos casos, a mudança é facilitada pela presença de parentes que já vivem em Santos ou na região, o que contribui para a adaptação.
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Além da estrutura educacional, o município oferece qualidade de vida, com praias, jardins, opções de lazer e vida noturna, além da proximidade com a capital paulista. A facilidade de locomoção e o fato de Santos ser um importante polo de empregos, especialmente no setor portuário, completam o conjunto de fatores que impulsionam a chegada de universitários à cidade.
Aos 22 anos, Isabela Nais, natural de Dois Córregos (SP), a cerca de 400 quilômetros de Santos, mudou-se para o litoral em busca de formação acadêmica e novas oportunidades. Estudante de Psicologia, ela conta que a escolha pela cidade ocorreu pela falta de opções de ensino superior em sua região de origem e pela possibilidade de contar com o apoio de um familiar que já morava no município.
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O início da adaptação, no entanto, trouxe desafios. Além da distância da família e dos amigos, Isabela relata dificuldades com a locomoção e com a dimensão da cidade. “Santos é muito maior do que a minha cidade, com muito mais coisas para fazer. No começo, foi difícil entender o mapa e me localizar sem me sentir perdida”, afirma. O alto custo de vida, especialmente com moradia e alimentação, também foi um impacto significativo.
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Com o tempo, a estudante passou a enxergar Santos como um espaço de crescimento pessoal e profissional. Hoje, divide a rotina entre estudos e trabalho e vê no município oportunidades que não teria no interior. “Santos me tirou da zona de conforto, me fez crescer e me mostrou possibilidades que eu jamais teria na minha cidade natal”, resume.
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Natural de São Roque (SP), Izabela Puk, de 22 anos, cursa o quarto semestre de Nutrição na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus Baixada Santista. A escolha pela cidade veio a partir da aprovação no curso, mas a relação com Santos foi construída ao longo da vivência no município. “Eu não conhecia muito a cidade antes de vir, mas desde o primeiro ano morando aqui me apaixonei”, conta.
Segundo ela, a adaptação foi facilitada pela qualidade de vida e pelas opções de lazer, especialmente a proximidade com a praia e a possibilidade de realizar grande parte dos deslocamentos de bicicleta. Por outro lado, Izabela aponta desafios como o alto custo de vida e a sensação de insegurança, fatores que, segundo ela, acabam afastando muitos estudantes. “Consigo me manter porque moro em uma república e divido as despesas”, afirma.
Apesar das dificuldades, a experiência em Santos teve impacto direto em sua formação acadêmica e pessoal. “Aqui consegui enxergar o SUS funcionando minimamente, com contato direto com policlínicas e CAPS, e foi nesse processo que percebi que quero seguir nessa área”, diz. Para ela, a cidade representa um marco importante. “Foi aqui que cresci e me conheci melhor.”
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Entre treinos e livros, Anna Laura Prezzoti, de 23 anos, encontrou em Santos um novo lar. Aluna do sétimo semestre de Psicologia na Universidade Católica de Santos (UniSantos) e atleta de karatê, ela chegou à Baixada Santista inicialmente por causa do esporte, mas acabou escolhendo a cidade também para a graduação. “Sempre tive vontade de morar na praia, e depois tive certeza do curso que queria fazer”, explica.
A mudança ocorreu durante a pandemia, o que tornou o processo de adaptação mais difícil. “Fiquei muito tempo sozinha, sem contato com amigos, família e sem poder treinar”, relembra. Atualmente, ela divide a rotina entre os estudos pela manhã, o trabalho à tarde e os treinos, representando Santos e a Fupes em competições estaduais.
Apesar de destacar o alto custo de vida, especialmente dos aluguéis, Anna Laura avalia que a escolha pela cidade foi acertada. A proximidade com a praia e as opções de lazer influenciaram positivamente sua qualidade de vida. “Me sinto mais feliz e com mais disposição”, afirma. Para ela, Santos deixou de ser apenas um destino temporário. “Hoje, é o meu lar.”
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