Ameaçado de extinção, papagaio furtado no Orquidário é raro e só existe no litoral

Espécie foi levada juntamente com seis Saguis-de-tufo-branco e um Sagui-da-serra-escuro, no último domingo (13)

O Papagaio-de-cara-roxa vive somente nos litorais de São Paulo e do Paraná

O Papagaio-de-cara-roxa vive somente nos litorais de São Paulo e do Paraná | Pedro Behne

Um Papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) está entre os animais furtados do Orquidário Municipal de Santos, juntamente com seis Saguis-de-tufo-branco e um Sagui-da-serra-escuro, no último domingo (13), conforme noticiou o Diário do Litoral, mas você sabe que tipo de ave é essa?

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Ameaçado de extinção, o Papagaio-de-cara-roxa vive somente nos litorais de São Paulo e do Paraná e em mais nenhum outro lugar do planeta. No estado paulista, existe uma população entre Ilha Comprida, Cananéia e adjacências e uma outra isolada vivendo entre Peruíbe e Itanhaém.

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Em meados deste ano, o Grupo de Observadores de Aves de Peruíbe (GOA Peruíbe/Litoral de SP) e o Centro de Estudos Biológicos Cara Roxa (CEB) realizaram uma contagem de forma simultânea da espécie, que contabilizou 454 papagaios vivendo entre as duas cidades da Baixada Santista.

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Vale lembrar que esse número pode ser maior, se considerar que a área rural dos dois municípios tem grande trecho de mata inacessível aos recenseadores. Por outro lado, a contagem realizada ao mesmo tempo em todos os pontos serviu para evitar que uma ave fosse contada mais de uma vez.

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Já em 2018, uma contagem total em toda área de ocorrência do Amazona brasiliensis, feita pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), contabilizou 9.112 indivíduos, sendo 7.366 no Paraná e 1.746 em São Paulo.

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Ameaçado de extinção

Não se sabe por quanto tempo esse papagaio enfeitará os ares da região, pois, infelizmente, a ave está ameaçada de extinção, classificada como vulnerável na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais das espécies ameaçadas (IUCN).

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As principais ameaças à espécie são a intensa caça coletiva, a destruição do habitat natural e as dificuldades encontradas nas tentativas de reprodução em cativeiro. O animal resgatado em Santos, inclusive, estava com um ferimento no olho.

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Este papagaio alimenta-se de frutos, insetos e larvas e toma água nas bromélias. É  bom saber que ele pode transmitir doença chamada “Psitacose”, através das fezes e poeira das penas.

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De acordo com os especialistas, a distribuição desta espécie se estendia até o norte do Rio Grande do Sul, mas parece que já foi extinta naquele estado e em  Santa Catarina.

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No Paraná, há registro nas cidades de Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Paranaguá e no Pontal do Paraná, enquanto em São Paulo ela já foi encontrada em Cananéia, Iguape, Ilha Comprida, Itanhaém, Itariri, Jacupiranga, Pariquera-açu e Peruíbe.