Residenciais seguem sem prazo de entrega em Praia Grande

Obras dos empreendimentos no Sítio do Campo deveriam terminar este mês, mas seguem paralisadas.

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09 NOV 2019Por Caroline Souza08h52
Com o abandono da obra, moradores de rua se abrigam no local; empresa alega problemas econômicos.Foto: NAIR BUENO/DIÁRIO DO LITORAL

As obras dos Residenciais Sítio do Campo, em Praia Grande, seguem paradas. Em junho, o Diário do Litoral denunciou o atraso nas construções, que já estavam paralisadas. Os empreendimentos estão localizados na Rua Maximino Domingues Gracio, próximo ao Campo 13 de maio.

Os três residenciais deveriam ter sido entregues em 18 de junho. Contrariando a informação fixada na placa, a Caixa Econômica Federal (CEF), responsável pela obra, informou à Reportagem, em junho, que a conclusão de obras físicas estava prevista para o mês de novembro.

No entanto, no mês previsto para a entrega, a Reportagem retornou ao local e verificou que a situação continua igual.

"A obra nunca mais andou. Mudaram o prazo para novembro, mas já estamos neste mês e não teve nenhum avanço", afirma o morador Fernando Gama.

Segundo ele, moradores de rua se abrigam no Sítio do Campo I-B e já derrubaram uma das paredes do residencial.

"Outro dia colocaram fogo lá dentro", relata outra moradora, Andressa Vieira.

Os vizinhos temem pela segurança no bairro. "É péssimo passar de dia ou de noite, porque você não consegue ver quem está escondido nas obras, todos os moradores estão apreensivos", afirma Gama.

Um encontro entre a Prefeitura de Praia Grande, a Caixa Econômica Federal (CEF) e a construtora responsável aconteceu na última quinta-feira (7). De acordo com a Administração Municipal, a empresa alega estar passando por problemas administrativos e econômicos.

"Foi solicitado pela empresa o prazo de 30 dias para que ela possa tomar as medidas necessárias para que os trabalhos sejam retomados. A CEF e a Prefeitura atenderam ao pedido", informou a Administração Municipal, em nota.

A Prefeitura ressalta que tem buscado agir conjuntamente com a CEF na busca de uma solução e também está estudando as medidas legais que possam vir a ser tomadas caso a empresa vencedora da licitação não execute as obras.

A Caixa informou que a construtora responsável ainda não retomou as obras, apesar das notificações encaminhadas. "Esclarecemos que, em reunião ocorrida em 07/11/2019, a Construtora apresentou ofício se comprometendo em retomar as obras dos residenciais em até 30 dias contados a partir daquela data. Caso não se concretize, a Caixa tomará as providências cabíveis para retomada das obras".

No Sítio do Campo I-A são esperadas sete sobrados e uma casa térrea, no valor de R$ 760 mil. No I-B, três sobrados e uma casa térrea, no valor de R$ 380 mil. E no I-C, 24 sobrados e uma casa térrea, com custo de R$ 2.375 milhões.