Praia Grande
Administração municipal afirma que equipes próprias vão atuar nas principais vias para reduzir impactos da paralisação
Segundo o comunicado, todas as cidades da região estão sendo afetadas pela paralisação / Jonatas Oliveira/DL
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A Prefeitura de Praia Grande se manifestou sobre a greve de trabalhadores da limpeza urbana que afeta cidades da Baixada Santista. Em nota oficial publicada nas redes sociais na noite desta segunda-feira (17), a administração informou que o movimento tem impacto regional e que acompanha as discussões entre empresa e sindicato.
Segundo o comunicado, todas as cidades da região estão sendo afetadas pela paralisação, que envolve funcionários da empresa responsável pela coleta de lixo domiciliar. Confira na íntegra:
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A mobilização reúne cerca de 3 mil trabalhadores ligados às empresas Terracom Construções, Terra Santos Ambiental e ao Consórcio PG Eco Ambiental, responsáveis pela limpeza urbana em municípios como Bertioga, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente.
A paralisação ocorre após divergências sobre os valores pagos no Programa de Participação nos Resultados (PPR) referente a 2025. Trabalhadores alegam que os depósitos ficaram abaixo do esperado, o que gerou insatisfação na categoria.
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Na nota, a Prefeitura de Praia Grande informou que, para reduzir os impactos da greve, equipes da Secretaria de Serviços Urbanos vão atuar na coleta de lixo nas principais vias da cidade.
A administração também destacou que acompanha atentamente as negociações entre a empresa responsável pelo serviço e o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação, Limpeza Urbana e Áreas Verdes de Santos e Região.
O município afirmou reconhecer o direito de greve dos trabalhadores, mas ressaltou a importância de que a paralisação respeite a legislação vigente e não cause prejuízos à população.
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De acordo com a prefeitura, o movimento grevista não estaria cumprindo o percentual mínimo de funcionamento de 30% das atividades, exigido por lei para serviços considerados essenciais, como a coleta de lixo.
Para discutir a legalidade da paralisação, uma audiência de conciliação foi marcada para a noite desta segunda-feira (16), em São Paulo.
Enquanto o impasse continua, os primeiros reflexos da greve já são percebidos em cidades da Baixada Santista. Em Santos, a Reportagem do DL registrou contêineres transbordando e sacos de lixo espalhados pelas calçadas, indicando o impacto da paralisação na coleta de resíduos.
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A situação tem gerado preocupação entre moradores por causa do risco de mau cheiro, proliferação de insetos e possíveis impactos sanitários caso o serviço não seja normalizado nos próximos dias.