Praia Grande
Construção da inovadora ETA Melvi e do novo Centro de Reservação Boqueirão fazem parte de um aporte bilionário para garantir segurança hídrica na Baixada Santista até 2029
Com obras que somam 30 milhões de litros de reserva estratégica, Sabesp acelera projetos para atender demanda de moradores e turistas no litoral / Divulgação/Sabesp
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A Sabesp está executando um conjunto de obras estratégicas na Baixada Santista para ampliar e modernizar o sistema de abastecimento de água na região. Em Praia Grande, dois grandes projetos somam um investimento de R$ 325 milhões e prometem aumentar significativamente a segurança hídrica local.
O destaque é a construção da Estação de Tratamento de Água (ETA) Melvi, com investimento de R$ 150 milhões. A nova estação terá capacidade para tratar 1.270 litros de água por segundo. As obras começaram em fevereiro de 2025 e a previsão é que os testes operacionais se iniciem em janeiro de 2027.
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A ETA Melvi adota um conceito inovador: será uma estação modular, fabricada industrialmente e montada no local. "O modelo foi escolhido para otimizar o espaço ocupado, devido à proximidade do Parque Estadual da Serra do Mar", explica João Paulo Tavares Papa, gerente de Relações Governamentais da Sabesp.
Segundo ele, essa solução reduz o tempo de construção, gera menos resíduos, diminui a exposição das obras ao clima e oferece maior flexibilidade para adaptações futuras.
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Paralelamente, a companhia vai aplicar R$ 175 milhões na construção do Centro de Reservação Boqueirão, também em Praia Grande. A estrutura contará com dois grandes reservatórios, cada um com capacidade para 15 milhões de litros, totalizando uma reserva estratégica de 30 milhões de litros de água tratada.
Juntos, eles formarão o quarto maior centro de reservação da Baixada Santista. A mobilização para o início da obra está prevista para o primeiro semestre de 2026, com conclusão estimada para julho de 2027.
Este reservatório integra um pacote maior de 23 novos reservatórios que a Sabesp planeja entregar na região até 2029. O maior deles é o Reservatório-Túnel Santa Teresa-Voturuá, entre Santos e São Vicente, com 110 milhões de litros.
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Em segundo lugar está o reservatório da ETA Melvi, com 45 milhões de litros, e em terceiro, o conjunto Mambu-Branco, em Itanhaém, com quatro reservatórios de 10 milhões de litros cada, que começam a operar ainda este ano.
A Baixada Santista é abastecida por um sistema integrado, onde a infraestrutura é interligada entre as nove cidades, permitindo a transferência de água conforme a necessidade.
A água bruta é captada de 27 mananciais, tratada em 15 estações e armazenada em 58 reservatórios antes de ser distribuída por uma rede de tubulações que soma 6,8 mil quilômetros – distância equivalente a entre Santos e Miami, nos EUA.
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Desde o início do processo de desestatização da companhia, em 2024, os investimentos na região foram acelerados. A Sabesp já aplicou cerca de R$ 2 bilhões na modernização do sistema e prevê um aporte total de R$ 7,5 bilhões até 2029, sendo R$ 3 bilhões atualmente em execução nas nove cidades.
Os recursos são destinados tanto ao abastecimento de água quanto à coleta e tratamento de esgoto, visando atender ao crescimento da demanda de moradores, turistas e comércio.