Durante a entrevista, Raquel afirmou, ainda, que não deve ficar de fora da disputa eleitoral / Igor de Paiva/DL
Continua depois da publicidade
O 57º aniversário de Praia Grande deve ser celebrado com o olhar para resolver pendências do presente e visando problemas no futuro. A avaliação foi feita pela prefeita Raquel Chini em conversa com a Reportagem na última terça-feira (16).
Durante a entrevista, Raquel afirmou, ainda, que não deve ficar de fora da disputa eleitoral em 2024 e estará no páreo em outubro deste ano.
Continua depois da publicidade
Diário do Litoral - 2023 foi fechado com importantes obras, como a renovação do 1º DP. Qual seu investimento mais ‘xodó’ para 2024?
Raquel Chini - O foco do nosso governo é saúde, então as obras da Nefro (Unidade de Alta Complexidade em Cuidados ao Portador de Doença Renal Crônica e Terapia Renal Substitutiva de Praia Grande), as obras do Ambulatório PET, Canil, Gatil e as USAFAs são super importantes para a gente porque dá uma redistribuída na população. Os grupos, as nossas equipes de Saúde da Família, vão ser redimensionadas, então elas ficam com uma população menor para atendimento, por isso dá um atendimento melhor para elas. Mas também as obras de drenagem, que era um grande desafio nosso, principalmente no Princesa, que quando chove, quando está uma maré alta, o bairro sobe a água, infelizmente a nossa região é assim, então a gente vai ter uma importante obra de um canal macro de drenagem e também de micro fazendo todo o bairro. O bairro está aqui, ele vai ter um canal no fundo e toda a rede vai jogar para esse canal. Acho que essa obra vai ser importante, fora as outras de readequação dos canais existentes porque com essas mudanças climáticas e o número de prédios construídos, a gente tem que melhorar nossa drenagem também para receber mais águas. A gente tem reformulação de vários canais na Tupi, no bairro da Aviação, a gente tem troca de tubulação da Sabesp em quase toda cidade e tem vários trechos que ela vai começar, como no Canto do Forte, então ela vem fazendo a parte dela, a gente entra fazendo a nossa e a pavimentação. Em resumo: é uma obra que a gente não vai fazer para alguém vir e quebrar, nós trabalhamos esses anos, três anos, tentando conciliar para fazer a obra junto e está saindo agora. Então teremos um grande canteiro de obras agora em 2024.
DL - PG tem recebido pacientes de outras cidades. Como desafogar a saúde municipal já neste ano?
RQ - Na verdade é assim: o Governo do Estado põe as referências e antigamente todas as referências eram em Santos, depois dividiram, então, Praia Grande tem a referência de ‘trauma’ e ‘neuro’, além da maternidade. Mas o que acontece, em um hospital em outra Cidade, se um cara sofre acidente lá, ele vem pra cá, tem um hospital lá e ele tinha que entrar por lá, né? Então as pessoas optam por vir pra cá, pra mandar pra cá. Com isso, hoje eu tenho três entradas do hospital, o hospital a gente chama de porta fechada, porque entra SAMU ou pelas nossas três portas que são os Prontos Socorros. E o que acontece com o Pronto Socorro? Ele fica lotado por pessoas da Região, os turistas que estão aqui, e tem o aumento do número de moradores também. Para minimizar isso, o que a gente fez? Criamos três polos avançados das USAFAs, então, das 30 USAFAs hoje que funcionam, três delas, estrategicamente, vão funcionar com horário estendido para atender as pessoas que não conseguem ir no horário comercial na unidade. Essa pessoa hoje está indo pro PS. Eu quero tirá-la do PS para ela ir para essas três unidades e aí, depois, ela continua o atendimento ou na USAFA ou nas especialidades. Eu tô tentando encurtar os caminhos. Quando a pessoa vai num pronto-socorro, faz uma tomografia e detecta um tumor, por exemplo, ela não voltar pra USAFA. A gente tem que fazer esse encaminhamento do pronto-socorro direto para a especialidade, encurtar o caminho das pessoas. Só que eu tenho que estar ligada com o Estado, o sistema CROSS, então quando eu falo como município, eu tenho que falar com o CROSS também. A gente está fazendo um acerto, nesse sentido, e eu acho que vai melhorar bastante o atendimento das pessoas. E esses três polos funcionando deve aliviar o pronto-socorro central.
Continua depois da publicidade
DL - A cidade fechou 2023 com 500 GCMs. Tem expectativa para aumentar esses números ou realizar outros investimentos este ano?
RQ - Na verdade a gente está dividindo num outro polo, numa outra inspetoria que está sendo criada, mas nós estamos com 515 [agentes], se eu não me engano, incorporou mais 25, quase 520 e a gente tem reuniões constantes trabalhando junto com a Polícia Militar. Então, assim, eu coloquei segurança nos viadutos agora na temporada porque com a temporada vem de tudo também. Então colocamos uma [equipe da] Guarda, uma [equipe] da Polícia Militar. Então a gente tem que ir trabalhando muito em conjunto, para não ter o ‘retrabalho’. Não ter duas corporações fazendo a mesma função e funcionou bastante. A gente dividiu a praia também, os cadetes, primeira vez que nós recebemos 73 cadetes do Barro Branco, então vieram, para além dos 500 que eu recebi da Polícia Militar, nós colocamos na praia com o suporte todo do monitoramento. E acho que, em termos de números para esse ano, a gente fez o concurso no final do ano, que já incorporou em agosto essas pessoas, elas estão trabalhando, já todo mundo atuando, vai entrar esses outros 25 agora e eu acho que, em termos de números, a gente não vai mexer nesse ano, é só agora terminar essas novas unidades e redesenhar todas as escalas para atender o município como um todo.
DL - Há uma reclamação constante em PG neste momento: falta de água. Como resolver isso?
RQ - Na verdade aqui não era assim, inverteu a coisa, não era para acontecer isso, mas nós temos muita perda de água. Essa perda de água atrapalha bastante, e eu tive reunião com a Sabesp, tive reunião com a Secretária de Estado também e eles vão entrar com uma equipe, uma contratação só para perdas de água e a contratação para trocar a tubulação, são coisas diferentes. Então onde eles já têm mapeado tudo isso, eles vão mexer, fora a parte de reservação e tratamento também que eles vão atuar. A Sabesp está com uma programação muito extensa aqui que eu espero que resolva o problema. Eu falei, nunca faltou água na minha casa e não chegou a faltar, mas apareceu um papel no elevador [escrito]: ‘tome um banho mais curto’ e eu falei assim ‘oi?’. A água é pra todo mundo e tô falando que onde eu moro não falta água, nunca faltou e eu moro no mesmo lugar há 20 anos e tem lugares que estava faltando água direto e agora não faltou. No Caiçara nunca faltou, mas estava faltando e agora, na virada do ano, não faltou, faltou em outro lugar, então as perdas [de água] eu acho que tá atrapalhando bastante e eu acredito que essas obras agora devem melhorar bastante.
DL - PG vai ganhar um ambulatório PET, é isso mesmo?
RQ - Vai ficar lindo, vai ser um ambulatório para os animais e junto vai ter um canil e um gatil. Já tem projeto e já está indo para a licitação. Vai ficar atrás do cemitério, numa área lá atrás, perto do Instituto Médico Legal (IML) e vai ficar muito bonitinho. É um espaço que é um anseio de todo mundo e vamos fazer uma parceria com a iniciativa privada, com as organizações que cuidam de animais, vamos tentar fazer uma parceria pra tocar e já está indo mesmo para licitação, então estamos para começar a obra.
Continua depois da publicidade
DL - Praia Grande já entra em 2024 de olho no avanço do mar?
RQ - Já estamos olhando isso há bastante tempo. Inclusive não só quanto ao avanço do mar, mas o sombreamento também da praia porque impacta também. A ausência do sol na faixa de areia também prejudica bastante e ainda, o que mais prejudica, é o elemento humano. São as três. Não sei nem o que é pior, o lixo, o resíduo, o que a pessoa faz no local que ela escolhe para ter o lazer, levar os filhos, é uma coisa que não dá para entender, né? Mas a gente está tendo uma discussão no plano diretor, o pessoal está sendo capacitado também para ter um trabalho dentro da Secretaria de Planejamento e de Meio Ambiente, com mudanças climáticas, para a gente posicionar e informar as pessoas porque tem pessoas que não sabem nem o que é isso e o plano diretor está em discussão. A gente está fazendo audiências em todos os bairros para que todo mundo tenha a oportunidade de participar. Só não participa quem não quer. E essa discussão, ela tem que aparecer, ela tem que ser feita porque você olha e é visível o que acontece na praia. A gente tem uma mudança drástica na areia, se você olhar.
DL - Para fechar, Raquel Chini vem para disputar as eleições de 2024?
RQ - Sim! Estamos lá, já estamos na corrida!