A cidade de Praia Grande aparece na terceira colocação no ranking de cidades com as maiores taxas de mortalidade no trânsito. No geral, as cidades do interior paulista superam as da região metropolitana de São Paulo. Dos cinco primeiros colocados, além da cidade do litoral, os outros quatro são municípios do interior.
Os dados são da nova versão do Infosiga (sistema do governo estadual de monitoramento da letalidade do trânsito) e foram lançados no mês passado. O sistema passou a rankear os municípios mais letais, entre os com população acima de 300 mil habitantes.
Enquanto em Sorocaba, líder da classificação, essa taxa é de 15 mortes por 100 mil habitantes, na cidade de São Paulo 21ª na lista, ela está em 8,57.
Em todo o estado, o indicador é de 13,13. A meta do governo é reduzir para 5,68 até 2030.
De acordo com o Detran-SP (Departamento de Trânsito de São Paulo), responsável pela estatística, os dados são de maio de 2023 a abril de 2024.
Ranking
Município – Óbitos – População – Taxa/100 mil hab.
Sorocaba – 110 – 733.301 – 15
Campinas – 165 – 1.140.133 – 14,47
Praia Grande – 51 – 356.054 – 14,32
Jundiaí – 64 – 448.074 – 14,28
Taubaté – 44 – 312.416 – 14,08
Piracicaba – 60 – 427.094 – 14,05
Itaquaquecetuba – 52 – 372.001 – 13,98
Mogi das Cruzes – 62 – 455.116 – 13,62
Barueri – 42 – 321.672 – 13,06
São José do Rio Preto – 63 – 485.356 – 12,98
São Bernardo do Campo – 102 – 811.198 – 12,57
São Vicente – 40 – 328.574 – 12,17
Guarulhos – 156 – 1.293.335 – 12,06
Ribeirão Preto – 81 – 704.874 – 11,49
São José dos Campos – 80 – 700.311 – 11,42
Bauru – 43 – 381.196 – 11,28
Franca – 39 – 354.489 – 11
Santos – 41 – 417.795 – 9,81
Suzano – 29 – 310.255 – 9,35
Diadema – 36 – 392.224 – 9,18
Osasco – 66 – 731.127 – 9,03
São Paulo – 979 – 11.429.865 – 8,57
Santo André – 59 – 752.784 – 7,84
Mauá – 24 – 417.046 – 5,75
Carapicuíba – 18 – 386.618 – 4,66
Fonte: Infosiga
Prefeitura
Em Praia Grande, a Setran (Secretaria de Trânsito) afirma que colabora para o registro de mortes o fato de a cidade turística ter população flutuante (com aumento da frota nas ruas) aos finais de semana, feriados e temporadas de férias, além do fato de a cidade ser cortada por estradas que se transformam em barreiras físicas e que frequentemente lotam de veículos de turistas.
