Mês da Mulher: coveira e pintora mostram que podem encarar qualquer desafio

Duas servidoras de Praia Grande escolheram profissões que envolvem trabalhos braçais

Os desafios não as fazem parar

Os desafios não as fazem parar | Reprodução/Internet

Duas servidoras públicas da Secretaria de Serviços Urbanos de Praia  Grande (Sesurb) escolheram atuar em profissões antes consideradas  inadequadas para elas. Janaína Femenias Alberto, de 32 anos, é coveira  e Katia Motta Marques, de 48, é pintora. Os desafios não as fazem  parar, muito pelo contrário, serviram até de motivação para mudar de  vida.

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Faz quatro anos que Kátia trabalha na Sesurb. Sua jornada diária é de  8 horas e ela atua na manutenção dos prédios da Prefeitura, em vários  bairros, de acordo com a necessidade dos serviços. No dia a dia encara  sol forte, calor, frio e não se importa com as dificuldades, apenas  com o quanto os lugares ficam bonitos depois do seu trabalho.

 “Prestar concurso para pintora transformou minha vida. O meu  trabalho me fez perceber que posso ultrapassar meus limites, fazer  coisas que eu não fazia antes, como subir em andaime ou escadas. É  muito gratificante ver o resultado do meu trabalho e isso me motiva  diariamente”.

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Não tem nem um ano que Janaína começou a trabalhar como coveira. Foi  em maio de 2022 que iniciou as atividades, mas lembra que foi  recepcionada com a expectativa de que não iria dar conta. “Sou a única  mulher entre os oito colegas que atuam aqui no cemitério. No começo,  tive dificuldades com o serviço, mas hoje me sinto bem, como se  estivesse em casa. Nunca trabalhei registrada, apenas fazia bicos de  diarista”.

Janaína aproveitou essa “guinada” profissional para mudar também sua  vida. Perdeu 39 quilos dos 120 que tinha e hoje se sente uma nova  mulher, mais motivada, feliz consigo mesma. “Esse trabalho marcou um  momento de transformação na minha vida. Aceitei o desafio de fazer  algo totalmente novo, aproveitei o embalo e voltei a estudar, cuidei  da minha saúde, do meu corpo, mudou minha autoestima. Hoje sou mais  feliz comigo mesma, me sinto feminina e empoderada”.